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quinta-feira, 23 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Much Too Soon "



10. MUCH TOO SOON

(Escrita por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson e John McClain.
Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson)



A música que fecha o álbum apresenta a habilidade de Jackson como cantor-compositor, para magnífico efeito. Essa música, assim, – sem dúvidas, a melhor balada de Jackson – não ter integrado um álbum, enquanto ele estava vivo, é uma tragédia por si só. 

“Much Too Soon” é uma sofisticada expressão de perda e saudade que se sustenta ombro a ombro com algumas das melhores baladas folks dos Carpenters e dos Beatles. A letra se lê quase como um poema W.B Yats.

A faixa foi, primeiro, escrita por Jackson, em 1981, e revisitada múltiplas vezes durante anos.
Os vocais nessa versão foram gravados em 1994, no Hit Factory, durante as sessões de HIStory. A engenharia e mixagem dela foram feitas, originalmente, por Bruce Swedien (essa versão vazou online, nas semanas que precederam ao lançamento do álbum).
 “Michael entrou um dia e disse que ele teve uma ideia e precisava de um guitarrista”, recorda o engenheiro assistente, Rob Hoffman. “Assim, eles chamaram um cara, Jeff Mironov, para a sessão. Ele se sentou com MJ na cabine de isolamento e Michael, pacientemente, cantou todas as notas de cada acorde e a melodia. Ele tinha a coisa toda na cabeça dele.
Quando Jeff fez isso, Michael veio para a sala de controle e cantou, ao vivo, enquanto Jeff fazia algumas tomadas… Eu acredito que nós fizemos cerca de 5 ou 6 tomadas, todas elas incríveis… Mas a música foi guardada e nunca trazida de novo.”

A versão que aparece em MICHAEL, apresentando mais proeminente acordeom e corda, foi produzida, novamente, para o álbum, pelo co executor John McClain.

A música, um Jackson sem esperança, acompanhada pelo útil trabalho de guitarra acústica de Tommy Emmanuel, canta sobre ser separado de quem ama “muito cedo”. A emoção no vocal surge com tal pureza e honestidade, que o ouvinte sente, a cada vez, a dor no coração.
 “Leve embora esta tristeza sem fim”, ele implora em um verso. “Tire este sentimento de solidão da minha alma.” Dado o contexto da vida de Jackson, essas palavras carregam profundidade e ressonância.

A ponte apresenta uma harmonia solo, que ressalta a essência blues-folk da música, antes de Jackson retornar com o verso final sobre “nunca deixar o destino controlar a alma [dele]”. 
É uma música linda, agridoce, que, perfeitamente, tempera esperança e tristeza, solidão e o desejo por reconciliação. 
Por todo o estrelato de Jackson, “Much Too Soon” relembra a todos que por trás da construção da mídia estava um ser humano.
Veja no link abaixo a canção Much Too Soon legendada em português:



Michael Jackson sorri, enquanto em turnê, em Tóquio, em 1987.

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domingo, 19 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Behind The Mask "




9. BEHIND THE MASK


(Escrita por Michael Jackson, Chris Mosdell e Ryuichi Sakamoto.
Produzida por Michael Jackson, John McClain e Jon Nettlesbey,
“Behind the Mask” contém um sample da gravação “Behind the Mask” quando performada pela Yellow Magic Orchestra.
Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson.
Vocais adicionais: Hanice Wilson e Alphonso Jones)



“Behind the Mask” foi primeiro gravada no estúdio de Jackson, em Hayvenhurst, em 1981. Ela foi uma adaptação de uma música de um inovador grupo japonês de electro-pop, oYellow Magic Orchestra.
Quando Jackson ouviu a peça guiada por sintetizador pela primeira vez, ele ficou fascinado pelo som futurístico e aura incomum. Ele, subsequentemente, procurou por Ryuichi Sakamoto para pedir permissão para retrabalhar a música, incluindo adições de novas letras. Com a aprovação de Sakamoto, Jackson foi ao trabalho, desenvolvendo uma fantástica nova versão. A faixa teria ficado bem em casa, em Thriller e, do mesmo modo, seria um grande hit. Infelizmente, ela nunca foi feita no Westlake Studios, para a trilha sonora, devido à disputa de créditos da música.
Mais tarde, entretanto, da versão de Jackson foram feito covers, pelo tecladista dele, Greg Phillinganes, Eric Clapton e, ironicamente, Ryuichi Sakamoto. Por décadas, fãs ansiaram ouvir Jackson na música, mas mesmo os créditos como compositor tendo sido resolvidos, em 1985, ela nunca foi lançada.

Talvez por ser consistente com a maioria do novo material do álbum, entretanto, o co executor, John McClain, decidiu produzir e arranjar por completo a música, novamente, para MICHAEL, incluindo um baixo diferente, a adição de dois solos de sax, barulho de multidão e uma cantora na outro. Tais liberdades criativas provocaram frustação entre os fãs, que estavam ansiosos para escutar a última versão trabalhada de Jackson, em vez de uma reinterpretação.
Não está claro se a demo, há tempos ansiada, a qual foi modelada muito de perto por Greg Phillinganes na gravação dele, de 1985, será, eventualmente, lançada.

Mas independentemente da mixagem, a música em si é soberba. Nos vocais transbordando com vitalidade e paixão, Jackson narra a história de superfícies enganosa e ilusões. 

“Atrás da máscara, você controla seu mundo”, ele canta. 
Mais tarde, vocais backgrounds, que soam como cyborgs, transmitem distópicos máximos de alienação (“Não há nada nos seus olhos/ Mas este é o jeito como você chora”). 

A música também apresenta uma incrível linha de baixo, o inquietante beatboxing de Jackson e um misterioso teclado no estilo “Good Vibration” servindo como uma contra melodia. Ela é, indiscutivelmente, uma joia da coroa, no tesouro encontrado das músicas da era Thriller não lançadas no álbum de Jackson.

Vídeo Oficial:


Segunda versão do Vídeo Oficial:


Tradução:




Behind the Mask - Ryuichi Sakamoto



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terça-feira, 14 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " (I Can’t Make It) Another Day"



8. (I CAN’T MAKE IT) ANOTHER DAY

(Escrita por Lenny Kravitz. Produzida por Lenny Kravitz.
Coproduzida por Michael Jackson.
Vocais guias e backgrounds: Michael Jackson.
Vocais backgrounds: Leny Kravitz)


“Another Day” foi originalmente gravada em 1999, no legendário Marvin’s romm Studio, em Los Angeles. “Ela foi a mais incrível experiência que eu tive em estúdio”, recorda Lenny Kravitz, que escreveu e produziu a música. “Ela foi feita por duas pessoas que se respeitavam e amam música.” O resultado foi uma faixa única e poderosa que explode dos alto-falantes.

A demo original teve Michael invocando uma força cósmica, acima da inflexível, industrial, batida funk e um refrão altivo. “Abri meu coração, quero que você entre nele”, ele implora em um verso. “Fecho meus olhos, estou procurando pelo seu amor.” Os versos são sustentados em tensão, construindo antecipação, antes de Jackson lançar a energia reprimida sobre a preponderante guitarra e vocais curtos e cortados de Kravitz. Ela é um dos melhores trabalhos de rock de Jackson, desde “Give In To Me”, deDangerous, mas no fim, ficou fora de Invincible.

Kravitz retornou para “finalizar” a música depois da morte de Jackson. A versão que ele completou para o álbum apresenta mais proeminente bateria e guitarra e uma nova outro. Enquanto a intenção dele era, sem dúvida, tornar a música melhor, porém, o embelezamento mudou o humor da música. Onde a demo original ressalta os vocais de Jackson, transmitindo a maravilha e mistério da música, a atualização de Kravitz oferece mais de um sentimento funk, rock clássico. Embora um fragmento da demo original tenha vazado na internete, é desconhecido se uma versão completa será lançada.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Breaking News "



7. BREAKING NEWS


(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte. Produzida por Teddy Riley, Angelikson e Michael Jackson. Vocais guias: Michael Jackson. Vocais backgrounds: James Porte. Talentos de vozes: Stewart Brawley, Sandy Orkin, Stacey Michaels, Michael Lefevre e Lisa Orkin. Produção voiceover: Michael Leferve)


“Breaking News” será, para sempre, ligada à controvérsia em volta dos vocais dela, os quais foram, ferozmente contestados pela família de Jackson e pelos fãs. 

Em dezembro de 2010, o coescritor e coprodutor da faixa, apareceu com a família dele no Oprah Winfrey Show defendendo a veracidade do trabalho dele, alegando que ela foi gravada no porão dele, em 2007. De acordo com Cascio, as músicas foram, na maioria, escritas e gravadas antes de Jackson chegar à casa deles, em New Jersey; eles, substancialmente, o convenceram a acrescentar vocais ao material.

Pra alguns, no entanto, as explicações de Cascio – e as garantias da Sony e do espólio de Michael Jackson – não encerraram a questão. Dúvidas continuam e rodopiar sobre a originalidade da música, processo e incomuns sons vocálicos. 
Quanto a substancia da música, em si mesma, “Breaking News” é território familiar, oferecendo uma crítica ao jeito como as pessoas se alimentam de “breaking news” (leia-se escândalos) com obsessiva compulsão. (“Não importa o que/Você apenas quer ler isso de novo”). Sonoramente, ela contém ecos do hit produzido por Teddy Riley, de 1988, “My prerrogativa” (de Bob Brown). Riley, quem adicionou novas produções à faixa depois da morte de Jackson, usa ameaçadoras cordas, enérgicos instrumentos de sopro e uma pulsante batida new jack para tentar acentuar a mensagem sinistra da música.




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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Best Of Joy "





6. BEST OF JOY 



(Escrita por Michael Jackson.
Produzida por Theron “Neff-U” Feemester e Michael Jackson.
Coproduzida por Brad Buxer.
Vocais guias e background: Michael Jackon.
Vocais backgrounds adicionais: Mischke)



Uma suave balada meio-tempo, “Bets of Joy” pode ser interpretada como uma ode à música em si mesma. Jackson frequentemente se referia à música como o primeiro “amor” dele, e, nesta música, como no clássico Jackson 5, “Music and Me”, ele expressa apreciação pelo que a música representa para ele. 
Em outro nível, isso poderia ser sobre um relacionamento, talvez, direcionado aos fãs ou aos filhos dele, que o apoiavam, “quando todas as paredes desabam”. Por fim, a música é sobre um tipo de amor sustentável, seguro, profundo, que é incondicional e eterno.

Uma das últimas gravações de Jackson, “Best of Joy” foi a última gravada no Bell-Air Hotel, em Los Angeles, em 2008. 

A melodia veio em um momento de inspiração. “[Michael] diria melodias são anciãs”, recorda Theron Feemster. “Elas estão no céu, esperando ser colhidas”. “Quando o expressado som da imaginação dele parecia certo, ele olharia para mim com um sorriso calmo e diria: ‘Isto está legal, não está? ’ ” Essa mesma inspiração parecia guiar a produção da música, a qual, maravilhosamente, acompanha o falsete sem esforço de Jackson e ricas harmonias. 
O final captura, lindamente, a essência da música, quando o refrão, “Nós somos eternos, eu sou eterno…”, lentamente, dissolve-se com a música.




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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Monster "



5. MONSTER

(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte.
Produzida por Teddy Riley, Angelikon e Michael Jackon.
Vocais backsgrounds: Michael Jackson e James Porte.
Letras rap escritas por Curtis Jackson)


Uma faixa rítmica sombria, agressiva, criada em uma batida incessante,
“Monster”, provavelmente, bate mais forte que qualquer coisa no álbum. Ela é, sem dúvida, a melhor e mais completa das três faixas com Cascio. Teddy Riley adicionou alguns toques ótimos à produção, incluindo gritos misteriosos, como um ambiente aquoso, viscerais, e rugidos de leão sampleados do zoológico de Jackson.
O rap solo de 50 Cent (“Lá, doce lar, a terra do proibido/ Todo inferno, corre a dizer que o Rei cresceu”) também funciona supreendentemente bem, complementando o tom sinistro, desafiante, da faixa.

A música é sobre a claustrofobia de estar preso em um mundo monstruoso, canibal. Para todo lugar que o cantor se volta, ele encontra pessoas que querem usá-lo e abusá-lo. O resultado é que ele começa a se sentir um monstro, ele mesmo.

A faixa foi originalmente gravada por Eddie Cascio e James Porte em 2007. Esperava-se que ela fosse um dos singles do álbum.







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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " (I Like) The Way You Love Me "





4. (I LIKE) THE WAY YOU LOVE ME


(Escrita por Michael Jackon. Produzido por Theron “Neff-U” Feemster e Michael Jackson.
Vocal guia e background: Michael Jackson)



“(I Like) The Way You Love Me” foi uma das músicas favoritas de Michael Jackson em seus  últimos anos. Depois de sua morte, ela também se tornou uma das escolhidas como favorita da lenda da música, Stevie Wonder. “Eu adoro esta música! Eu adoro”, ele disse. “Ela me faz sentir que ele está aqui. Este é o espírito de como eu gosto de me lembrar da voz dele.”

“(I Like) The Way You Love Me” apareceu, originalmente, no box set de 2004, Michael Jackson: The Ultimate Collection. 

Jackson trabalhou na faixa com Brad Buxer, durante as sessões de Invincible, gravando-a no Hit Factory em 2000.
Nos anos finais dele, porém, Jackson queria revisitar a música e, possivelmente, lançá-la. “Era uma música que ele teve no coração dele por muitos anos”, diz o produtor Theron “Neff-U” Feeemster. Uma visão atualizada da música tinha sido trabalhada em Los Angeles antes da morte de Jackson.

Ambas as versões contêm as próprias virtudes. Enquanto a original é mais direta e clara, ressaltando os maravilhosos vocais de Jackson, a nova versão é um pouco mais embelezada, adicionando energéticos acordes de piano e uma flauta vibrante e um brilho metálico a algumas harmonias. Isso deu à música um sentimento fresco, enquanto manteve o charme da original.

A nova versão começa com um toque nostálgico, pois Jackson explica a composição da faixa em uma mensagem de telefone salva. Esse é um momento agradável, autêntico, que, também, ilumina a habilidade dele como compositor.
A faixa em si soa como algo extraído do fim dos anos 50 ou início dos anos 60, uma explosão de clássico doo-wop soul, apresentando sentimentos inocentes de amor e harmonias no estilo Beach Boys. Jackson estava, sem dúvidas, cercado por tais músicas, na esquina da rua de Gary, Indiana, quando garotinho. É um testemunho da qualidade do trabalho de Jackson que uma música obscura como essa contenha todas as características de uma modulação woo-ooo-oohs clássica, feliz, lembrando as pessoas dos simples prazeres da música.









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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: " Keep Your Head Up "





3. KEEP YOUR HEAD UP


(Escrita por Michael Jackson, Eddie Cascio e James Porte.
Produzida por C. “Tricky” Stewart e Michael Jackson.
Vocais guias: Michael Jackson.
Vocais backgrounds: Michael Jackson e James Porte.
Backing vocals adicionais: Duawne Starling)


Uma das três músicas do álbum originalmente gravadas na residência dos Cascios, em New Jersey, “Keep Your Head Up” é um hino motivacional da classe operária sobre uma mulher comum “procurando pela esperança em promessas vazias”.
A produção póstuma foi carregada por Tricky Stewart, que deu à segunda parte da música uma elevação estilo Jackson, com a ajuda de um fervente refrão gospel.




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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: "Holywood Tonight"




2. HOLYWOOD TONIGHT

(Escrita e composta por Michael Jackson e Brad Buxer.
Produzida por Teddy Riley e Michael Jackson.
Coproduzida por Theron “Neff-U” Feemster.
Vocal guia e background: Michael Jackson.
Ponte falada escrita por Teddy Riley)


De um canto gregoriano na introdução (ideia de Jackson) aos derrames de linha de baixo, ao funky riff de guitarra, “Hollywood Tonight” soa, talvez mais que qualquer outra faixa, como a direção que Jackson poderia ter dado para ao novo álbum dele. 


Instantaneamente dançável, com um refrão que ressoa na cabeça, ela é um clássico de Michael Jackson. É uma das melhores linhas de baixo dele desde “Who is It”.

Jackson primeiro estabeleceu um esboço para as letras em 1999, enquanto estava no Beverly Hills Hotel. Logo depois, ele começou a trabalhar na música com o amigo e colaborador de longa data, Brad Buxer (quem coescreveu a música). 


A música viajou com eles de Los Angeles a Nova Iorque, de Miami a Neverland, durante as primeiras sessões de Invincible. Jackson adorou partes de “Hollywood” – o jogo de palavras nas letras, as harmonias “galgo oeste”, o assobio na finalização – mas parou de trabalhar nela quando o produtor Rodney Jerkins veio a bordo para Invincible.

Durante os próximos dez anos, entretanto, ele voltou à faixa inúmeras vezes. 

Pelas linhas de baixo, ele estava procurando por algo similar a “Billie Jean”, mas distinta. 

“Fazer suaves baixos silenciados em ‘Hollywood’”, ele indicou em uma nota. 
As primeiras demos dele apresentam duas linhas de baixo em camadas (Michael Prince adicionou a emoção, no estilo “Billie Jean”, e laço na última mixagem que MJ pediu). Jackson e Brad Buxer continuaram a mexer na música em Las Vegas em 2007.

Em outubro de 2008, Jackson, agora vivendo em Los Angeles, pediu ao engenheiro musical Michael Prince para colocar a última mixagem de “Hollywood” em CD, assim, ele poderia escutá-la e ver o que poderia ser melhorado. 

Tristemente, ele nunca veio a trabalhar nela de novo.

Em seguida à morte de Jackson, Theron Feemster (também conhecido como Neff-U) e Tedd Riley trabalharam na música, adicionando novas produções e uma nova ponte (escrita por Teddy Riley e performada pelo sobrinho de Jackson, Taryl Jackson). 


A faixa retrata uma narrativa de uma garota jovem, ingênua, seduzida pelas luzes brilhantes de Hollywood. Quando ela chega, entretanto, ela é usada e abusada por homens que se aproveitam da inocência dela. 
Nas notas dele, Jackson chama isso de uma “história verdadeira”. 
Certamente, esse era um conto ao qual ele podia se conectar, tendo vindo para Hollywood, ele mesmo, aos nove anos de idade.


Traduzido:

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quinta-feira, 11 de junho de 2015

Man In The Music - Álbum Michael - As Músicas: "Hold My Hand "



ÁLBUM MICHAEL - AS MÚSICAS


1. HOLD MY HAND

(Escrita e composta por Aliaune Thiam, Giorgio Tiunfart, Claude Kelly.
Produzida por Akon e Michael Jackson.
Vocal guia e background: Michael Jackson e Akon)

Akon apresentou “Hold My Hand” a Michael pela primeira vez no final de 2007. Jackson adorou a simples elegância e melodia da música. Ele e Akon criaram os vocais, logo depois, em uma sessão de gravação no Palm Studio em Las Vegas. Infelizmente, apenas semanas depois de ela ser gravada, a música vazou na internet. Jackson ficou muito chateado e desapontado. A música estava perto de ser finalizada, mas não pronta para ser ouvida.

Quase três semanas depois, em 2010, Akon retornou para “finalizar” a música para inclusão em MICHAEL. Na produção atualizada dele, Akon estava, claramente, objetivando uma música maior do que a que ele e Jackson tinham, originalmente, gravado. As cordas são mais proeminentes e exuberantes e a música acabou se tornando um tipo tributo a Jackson, completo com um elevado final de fusão gospel. Onde a original transmite uma emoção mais comedida, sutil, a nova versão é dramática, é um hino, enquanto, também, é mais explícita nos vocais de Jackson.

O espólio de Jackson fez a música o primeiro single póstumo dele, depois de encontrar uma nota que dizia: “Música de Akon – primeiro single”. Poucas semanas depois, ela subiu nos charts em todo o mundo, chegando ao Top Ten em mais de quinze países.

“Hold My Hand” é, certamente, uma merecida adição ao catálogo de Jackson, incorporando muito do que os fãs adoram sobre o cantor. Com a chamada dela por conexão, é uma “música de amor”, que vincula o pessoal a algo mais profundo e universal (à la “You Are Not Alone”).

A progressão das cordas é uma variação de Canon, de Pachebels, em D Maior, a qual é primorosamente misturada com um ritmo de tingimento caribenho e realçada pelas harmonias exuberantes de Jackson e Akon. 

Há uma pureza no vocal de Jackson que, de alguma forma, consegue comunicar alegria, saudade e tristeza de uma só vez. 

As letras de abertura (“Esta vida não dura para sempre…”) é uma pungente lembrança da transitoriedade da vida. Mas definitivamente ela é uma música catarse, pois Jackson chama por aqueles “miseráveis solitários”, permitindo que a música facilite a união.




Traduzida:


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sexta-feira, 29 de maio de 2015

Man In The Music - Apêndice: Álbum Michael.




LANÇADO: 14 de dezembro de 2010

CONTRIBUIDORES NOTÁVEIS:

Akon (compondo, produzindo, vocais), Stuart Brawley (engenheiro),
Brad Buxer (compondo/produzindo), C. “Tricky” Stewart (produzindo),
Eddie Cascio (compondo e produzindo), Theron “Neff-U” Feemster (produzindo),
50 Cent (rap), Lenny Krevitz (compondo/ produtor/ vocais),
John McClain (produzindo),
Jon Nettlesbey, Orianthi (guitarra),
Michael Prince (engenheiro),
James Porte (compondo/ produzindo/ vocais),
Teddy Riley (produzindo)



O primeiro álbum póstumo, uma coleção de dez músicas intitulada MICHAEL, foi lançado em dezembro de 2010. Ele foi acompanhado por controvérsias antes mesmo de o primeiro single ser lançado. Fãs, membros da família, e mesmo alguns ex-colaboradores de Jackson, contestaram tudo, desde a licença criativa tomada para completar obra inacabada de Jackson, à trilha sonora e a autenticidade de certos vocais.

Obras póstumas são, notoriamente, complicadas. Há, essencialmente, duas abordagens filosóficas: (1) apresentar o material basicamente como se encontra; ou (2) tentar completar a visão do artista com base em instruções ou intuição.

Para o documentário de 2009, This Is It, o Espólio de Jackson optou pela primeira abordagem, um movimento arriscado (isso era uma filmagem, acima de tudo, que nunca foi intentada para ser vista), que resultou no documentário mais vendido de todos os tempos.


Fãs e não fãs, igualmente, responderam à autenticidade crua do documentário. Há algo inegavelmente instigante e luminoso sobre “espreitar por trás da cortina” e testemunhar um artista no elemento dele. Foi trágico, é claro, que a visão completa dele nunca tenha sido realizada. Mas para muitos espectadores isso humanizou o cantor, mesmo quando apresentou o extraordinário talento dele.

Com MICHAEL, entretanto, a última abordagem foi tomada. Todas as músicas foram completadas depois da morte dele, por pessoas que tinham trabalhado com Jackson no passado, variando desde o produtor, Teddy Riley, Tricky Stewart, e Neff-U, ao coexecutor do espólio, John McClain. Eles queriam tornar as faixas tão completas quanto possível, acreditando que era isso que Jackson iria querer.

O álbum resultante é um caso misto. Combinando músicas antigas com músicas novas, músicas que estavam na maior parte concluídas, com músicas que precisavam ser trabalhadas, músicas que estavam bem documentadas com músicas que eram mais misteriosas. As mais controversas são as chamadas “faixas Cascio”, as quais foram gravadas, supostamente, no porão dos amigos de longa data de Jackson, os Cascios, em Nova Jersey. 
Apesar de exame forense e garantias tanto dos Cascios quanto da Sony, questões sobre as origens e produção das faixas têm persistido.
Outras músicas, incluindo “Another Day” e “Behind the Mask” – tinham sido antecipadas por anos, mas provocaram ardente debate com a reencarnação delas em 2010. Além disso, o álbum não contém nenhuma faixa com Will.i.am, RedOne ou Ne-Yo (todos com os quais Jackson estava trabalhando nos últimos anos dele).

MICHAEL é, enfim, inevitavelmente diferente do álbum que Jackson teria criado se estivesse vivo. Mas apesar das limitações, MICHAEL ainda contém algumas novas músicas fantásticas, incluindo um punhado de joias. Músicas como a sublime obra prima vocálica “(I Like) The Way You Love Me”, a outtake de Thriller, há muito aguardada, “Behind the Mask”; a suave balada, “Best of Joy”, o funky conto de advertência, “Hollywood Tonight”, e o comovente poema musical, “Much Too Soon”, todas fazem excelentes adições para um catálogo já legendário.





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terça-feira, 26 de maio de 2015

Man In The Music: Capítulo 8 - Os Últimos Anos


"Quando você sabe que está certo, às vezes, você sente como se algo estivesse vindo, uma gestação, quase como uma gestante ou algo assim. Você fica emocional e você começa a sentir algo em gestação e [então] mágica. Aí está! É uma explosão de algo que é tão lindo; você vai: uau! Aí está. É como isso trabalha através de você. É uma coisa linda. É um universo de onde você pode ir com estas doze notas." 
MICHAEL JACKSON”, EBONY, 2007


“Eu sempre quis fazer música que inspirasse ou influenciasse outras gerações… Eu dou tudo de mim ao meu trabalho. Eu quero que ele viva.” 
MICHAEL JACKSON, EBONY, 2007

Capítulo 8 - Os últimos Anos.




A última entrevista de Michael Jackson aconteceu no outono de 2007. Ele estava no Brooklyn com os filhos dele, quando ele tinha concordado com um bate-papo e sessão de fotos com a Ebony magazine para celebrar o vigésimo quinto aniversário de Thriller. Isso foi quase um ano antes que ele se comprometesse para as cinquenta datas da série de concertos This Is It, na O2 Arena em Londres. Essa foi a primeira vez que ele tinha falado amplamente, desde o julgamento e absolvição de 2005.


Depois do julgamento – exaustivos e árduos seis meses de humilhação e escrutínio – Jackson tinha, aparentemente, desaparecido. Aquele que foi, um dia, face da música popular, tinha se tornado ocioso, um artista em exílio. Tabloides, ocasionalmente, especularam sobre o paradeiro dele (Bahrain, Irlanda, Las Vegas) ou conseguiam vislumbres dele com os filhos em uma livraria ou um parque de diversões. Na maior parte, no entanto, ele tinha se desligado da consciência do público. Muitos assumiam que a carreira dele tinha acabado.

Nos bastidores, no entanto, um Jackson, ainda compulsivamente criativo e inquieto, disse a Ebony que ele estava tão ocupado quanto sempre. Na verdade, nos anos seguintes ao julgamento dele, em 2005, ele escreveu e gravou dúzias de novas músicas. Algumas delas foram feitas com parceiros de longa data, Brad Buxer e Michael Prince; algumas foram com amigos como Eddie Cascio.
E algumas foram feitas com artistas contemporâneos e produtores como Will. i. am, Neff-U, Ne-Yo, RedOne e Akon. O novo álbum de estúdio, comentava-se, seria tão forte quanto sempre; isso era a prova dele de que ele não tinha perdido a magia criativa. Nos anos finais, ele também estaria trabalhando em álbum clássico com o compositor David Michael Frank, e começou com preparação para o notável concerto espetáculo dele, This Is It, uma série de cinquenta shows, no O2 Arena, que poderia ter sido o maior retorno na história da música popular.

O público, é claro, sabia muito pouco sobre isso. Nos últimos anos dele, Jackson estava mais recluso que nunca e administração e finanças dele estavam em desordem. Porém, aqueles que trabalharam com ele ou o entrevistaram durante esses anos puderam sentir uma renovada paixão e determinação. 

“Sentado no sofá ao lado dele”, observou Bryan Monroe, da Ebony, em 2007, “você rapidamente olha através da pele clara, quase translúcida, do enigmático ícone e percebe que esta lenda afro-americana é mais que apenas superficial. Mais que um artista, mais que um cantor ou dançarino, este maduro pai de três crianças revela um homem confiante, controlado e maduro, que tem muita criatividade dentro dele”.


Jackson esteve sobrecarregado com a resposta à série de concertos This Is It.
Nos últimos meses, Jackson diria aos parceiros colaboradores dele, que ele estava tão “sobrecarregado”, que ele não poderia dormir à noite; a mente dele não desligava. “Eu estou canalizando” disse ele a Kenny Ortega. “Eu estou escrevendo música e ideias estão vindo para mim e eu não posso desligar isso.” Ortega perguntou a ele se era possível que ele colocasse essas ideias “na prateleira até depois de 13 de julho [quando as séries de concertos dele começava]”. Jackson respondeu brincando: “Você não entende – se eu não estiver aqui para receber essas ideias, Deus as dará ao Prince”.

Nesse período entre o último álbum de estúdio de Jackson, Invincible, e a morte dele, ele continuou a trabalhar em novo material e retornar às músicas que não tinham sido lançadas. Jackson tinha descrito o mais recente trabalho dele como um poutpourri de estilos e sons, passando de electro a pop sintetizada e clássica. “Eu gosto de pegar músicas e colocá-las em microscópio e apenas falar sobre como nós queremos mudar o caráter dela”, ele explicou em uma entrevista em 2007.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Outras Notáveis Canções da Era Invincible "


OUTRAS NOTÁVEIS CANÇÕES DA ERA INVINCIBLE 


A PLACE WITH NO NAME (gravada em 1998, não lançada) Uma revisão muito legal de um clássico hit da América, “A Horse With No Name”. Jackson gravou a faixa, em 1998, com o produtor R&B Dr. Freeze. Uma porção dela foi vazada pouco depois da morte de Jackson em 2009.




ANOTHER DAY (gravada em 1999, não lançada) 


segunda-feira, 18 de maio de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Threatened "





16. THREATENED



(Escrita e composta por Michael Jackson, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III e La Shawn Daniels.
Produzida por Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Gravada por Stuart Brawley.
Edição digital: Stuart Brawley.
Mixada por Bruce Swedien, Rodney Jerkins e Stuart Brawley.
Vocal guia e backgrounds: Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Fragmentos de áudio de Rod Serling, cortesia da CBS Broadcasting Inc.)



Embora seja relativamente desconhecida (enterrada no final do álbum menos conhecido de Jackson), “Threatened” é uma é uma pedra angular digna aos predecessores de tema de horror dela (“Thriller”, “Ghosts”, “Is It Scary”). 

Ela é, também, um apropriado oficial finale para o catálogo de Michael Jackson, explorando muitos dos temas – monstruosidade, metamorfose, medo, decepção e a interrogação de valores normativos e expectativas que o preocuparam por toda a acarreia dele. 

As pessoas muitas vezes se esquecem de que Jackson continuou tão fascinado por terror sombrio de Poe quanto era pela inocente fantasia de J. M. Barrie. “Threatened” representa esta dimensão sombria, tumular, gótica de Jackson. Apresentando narração assustadoramente remendada de um ressurreto Rod Serling (criador do Twilight Zone), a faixa esmagadora termina Invincible com uma reviravolta perversamente subversiva.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Whatever Happens"


15. WHATEVER HAPPENS

(Escrita e composta por Michael Jackson, Teddy Riley, Gil Cang, J. Quay e Geoffrey Williams.
Produzida por Michael Jackson e Teddy Riley.
Gravada por Teddy Riley, Geroge Mayers e Bruce Swedien.
Edição digital: Teddy Riley e George Mayers.
Mixada por Bruce Swedien, Teddy Riley e George Mayers.
Vocais guia e backgrounds: Michael Jackson.
Adicionais vocais backgrounds: Mario Vazques e Mary Brown.
Arranjo de orquestra e condução por Jeremy Lubbock.
Guitarra: Carlos Santana e Rick Williams.
Assobio: Carlos Santana e Stuart Brawley)


“Whatever Hapens” é, indiscutivelmente, a melhor música do álbum. 


Um inesquecível dance groove latino, apresentando a lenda da guitarra, Carlos Santana, ela foi intentada para ser o principal single e vídeo musical do álbum, antes que a Sony decidisse cancelar toda a promoção. 
Ainda assim, os críticos, quase unanimemente, elogiaram a faixa. 
A Rolling Stone a descreveu como uma “excepcional música”, enquanto a Pop Matters a chamou de “brilhante”. “Ela teria sido uma inspirada escolha para um single”, escreveu o crítico musical Mike Heyliger, “e poderia ter feito um maravilhoso vídeo. 
Ela tem uma sensação em câmera lenta, cinemática, a voz de Michael é um entalhe superior e Carlos Santana veio a bordo para adicionar um poderoso solo de guitarra. Coisa clássica aqui”.

domingo, 3 de maio de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " The Lost Children "



14. THE LOST CHILDREN


(Escrita e composta por Michael Jackson.
Produzida por Michael Jackson.
Arranjada por Michael Jackson.
Programação de teclado: Michael Jackson e Brad Buxer.
Narrativa: Baby Rubba e Prince Jackson.
Coro juvenil: Tom Bahler.
Edição digital: Brad Buxer e Stuart Brawley.
Gravada por Bruce Swedien, Brad Buxer e Stuart Brawley.
Mixada por Bruce Swedien.
Fragmento de áudio de The Twilight Zone, cortesia da CBS Broadcasting Inc.)


“The Lost Children” foi um alvo fácil para críticos, um dos quais a chamou de “assustadora, estúpida peça de acompanhamento para pinturas de crianças desaparecidas em caixas de leite”. Executivos musicais, indubitavelmente, desencorajaram a inclusão dela em Invincible. 

Embora ela seja uma valsa pop finamente elaborada, com uma bela melodia, ela não encaixa na imagem, estilo ou som de uma tradicional estrela pop/R&B (ela, também, é claro, lembra as pessoas da longa especulação sobre o relacionamento de Jackson com crianças). 

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Cry "



13. CRY


(Escrita e composta por R. Kelly.
Produzida por Michael Jackson e R. Kelly.
Gravada por Mike Ging. Brad Gilderman e Humberto Gatica.
Mixada por Michael Jackson e Mick Guzauski.
Arranjo de coro: R. Kelly.
Programação de bateria: Michael Jackson e Brad Buxer.
Programação de teclado: Michael Jackson e Brad Buxer.
Vocal líder: Michael Jackson.
Coro: Andraé Crouch e o Andraé Crouch Singer Choir.
Percussão: Paulinho Da Costa.
Bateria: John Robinson. Guitarras: Michael Landau)


Seguindo a dor de coração “Don’t Walk Away” vem uma lamentação mais universal. “Cry” revisita um sentimento que Jackson esteve apresentando em toda sua carreira solo.

 As raízes dela voltam tão longe quando poetas-profetas do Velho Testamento como Jó e Jeremias acessaram um mundo de sofrimento, injustiça e desespero e tenta encontrar esperança na escuridão.

Eles também tentaram provocar respostas e ações. 
Similarmente, Jackson “chora” porque ele vê toda tragédia em volta dele e as internalizam. 

Ele canta sobre pessoas que mal conseguem ficar de pé, sem saber quando a dor irá passar; ele canta sobre “estórias enterradas e não contadas”, sobre pessoas “escondendo a verdade”; ele canta sobre ilusões e máscaras (“Faces cheias de loucura”, “pessoas riem quando elas se sentem tristes”). 

Então, no refrão, ele faz uma súplica (“com os seus ouvintes e ele próprio”) para de alguma forma superar.

O que nos conecta não é fingir que a tragédia não existe, mas vê-la pelo que ela é e confrontá-la como uma coletividade.

A ideia de ser conectado a outra pessoa através de nossos sofrimentos e aflição era, certamente, relevante para o contexto histórico da música. 

Lançada brevemente depois da tragédia de 11 de setembro de 2001, “Cry” era exatamente o tipo de música que era necessária em momento tão devastador. 
Alguns críticos alegaram que ela era muito simplista e messiânica; parte do coro pode, na verdade, parecer dessa forma.
Mas o centro da música é mais profundo, olhando dentro e fora, ao mesmo tempo, e não oferecendo respostas fáceis. 

Como uma lamentação, ela apresenta o “som de um trauma”. Escute o desolado vento soprar no começo e a batida dolorida.

Ela apresenta uma alienação que relembra a introdução para “Stranger in Moscow”. Os vocais de Jackson não são festivos, mas melancólicos e comedidos. 

Como hinos anteriores, ela tira a ajuda do coro (simbolizando comunidade) para ele encontrar esperança e resolução. 

A magnífica chamada e resposta na qual ele engaja no clímax é clássico de Michael Jackson, demonstrando a poderosa comunicação que deve acontecer se nós quisermos “mudar o mundo”.



Tradução:








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terça-feira, 28 de abril de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Don’t Walk Away "




12. DON’T WALK AWAY


(Escrita e composta por Michael Jackson, Teddy Riley, Richard Carlton Stites e Reed Vertelney.
Produzida por Michael Jackson e Teddy Riley.
Coproduzida por Richard Stites.
Gravada por Teddy Riley e Geroge Mayers.
Edição digital por Teddy Riley e Geroge Mayers.
Mixada por Bruce Swedien, Teddy Riley e Geroge Myers.
Vocal guia e background: Michael Jackson.
Vocais backgrounds adicionais: Richard Stites)



“Don’t Walk Away” não é uma música que atraiu muita atenção, mas ela poderia ser a mais subestimada, autentica expressão de coração partido, desde “She’s Out of My Life”. Coescrita por Jackson, Teddy Riley e Richard Stites, a faixa é diferente das baladas tipicamente exuberantes de Jackson. Na verdade, ela é, provavelmente, o mais próximo ao country que Jackson chegou em toda a carreira solo dele.
Com um despojado soul melancólico, Jackson articula a emoção dela com nuance e convicção. O crítico musical Mike Heyliger descreveu a faixa como uma “espantosa balada de partir o coração, pela qual os Backstreet Boys ainda salivariam no sono deles”.

Na interpretação mais literal dela, a música poderia ser sobre o relacionamento de Jackson com Lisa Marie Presley. Mais generalizadamente, ela é, simplesmente, sobre a dor e desespero de amor perdido. “Não vá embora”, ele implora. “Veja, eu apenas não consigo encontrar as palavras certa para dizer/ Eu tento, mas toda a minha dor entra no caminho.” Mais tarde, na música, ele lamenta todo o sonho dele ter sido despedaçado, mas se sente sem esperança sobre fazer qualquer coisa sobre isso.

Jackson, brilhantemente, captura o vazio e a angústia da letra no vocal dele. Como a lenda da Motown, Marvin Gaye, uma vez colocou: “Michael nunca perderá a qualidade que separa os meramente sentimentais dos verdadeiramente sensíveis. Isso tem raízes noblues e não importa em qual gênero Michael está cantando, esse garoto tem o blues.”