terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
UMA VEZ ESTIVEMOS LÁ... Dancing The Dream - Michael Jackson
Antes do início, antes da violência
Antes da angústia do silêncio quebrado
Mil desejos, nunca revelados
Pontadas de tristezas, brutalmente sufocadas.
Mas escolhi romper e ser livre
Cortar os laços, que eu pudesse ver
Esses laços que me aprisionaram em memórias de dor
Esses julgamentos, interpretações que desordenam meu cérebro.
Aquelas feridas supurando tardaram mas se foram
No lugar delas, uma nova vida raiou
Aquela criança solitária, ainda agarrando seu brinquedo
Fez sua paz, descobriu sua alegria.
Onde o tempo não está, imortalidade é clara
Onde o amor se expande, não há medo
A criança tem crescido para tecer sua magia
Deixada para trás
Sua vida de sofrimento, que algum dia foi tão trágica
Agora, ele está preparado para compartilhar
Preparado para amar, para cuidar
Abra seu coração, sem poupar
Junte-se à ele agora, se você ousar.
(Dancing The Dream – Michael Jackson)
domingo, 29 de maio de 2011
A ÚLTIMA CORDA
A ÚLTIMA CORDA
Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.
Mas Paganini não parou.
Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.
Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.
Paganini atinge a glória.
Seu nome corre através do tempo. Ele não é apenas um violinista genial. É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.
(Autoria Desconhecida)
“Este é o espírito da perseverança, da criatividade e habilidade perante os obstáculos naturais da vida no Mundo.”
Para o perseverante, para o audacioso...criativo, habilidoso e corajoso... sempre haverá a última corda...mesmo que ela pareça impossível.
Acredito que Michael esteja tirando todos os sons da única corda, que para muitos parecia ser a última, numa sinfonia jamais orquestrada.
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Michael para sempre
sexta-feira, 27 de maio de 2011
LIÇÃO DIFÍCIL ESSA...
Tantos passaram por aqui, procurando nos ensinar sobre o amor... Mas a humanidade não estava pronta para entender o verdadeiro sentido dessa palavra.
Muitos foram maravilhosos, mas nenhum deles conjugou tão bem, numa só vida, tantas qualidades, tantos talentos, como Michael.
Michael conseguiu vir a este mundo e unir forças do céu e da terra numa harmonia perfeita.
Da cintura pra baixo ele é totalmente ligado à terra, que é o que lhe dá sensualidade, coragem, ousadia, impulso de vida.
Da cintura pra cima, ele é ligado ao céu, que lhe dá um coração genuinamente bom, uma mente privilegiada, voltada para as forças muito evoluídas.
Meditando, me veio à mente, a mensagem que Michael tentou passar desde o dia 25/06.
Muitos de nós, já tinha conhecimento que estava para acontecer algo muito grande, que iria mexer com a mente da humanidade inteira.
Jamais pensávamos que isso partiria de alguém que já conhecíamos.
Deus esperou, acreditou em nós, no nosso empenho em aprender mais sobre esse sentimento que é o maior poder do Universo. O Amor Incondicional.
Ele acreditou que nos esforçaríamos por sermos menos distraídos com fatos e assuntos que fossem mais importantes para nós e o mundo.
Ele esperou que trabalhássemos nossos pontos fracos, de forma a diminuir nosso ego, e com isso a paz dentro e fora de nós se daria mais facilmente.
Mas estávamos muito ocupados amando “coisas”, querendo coisas, tendo medo de perdê-las quando já conquistadas, e não percebemos o Amor andando por aí, usando chapéu e guarda-chuva.
Tão simples!
Quem iria imaginar?
Era apenas um menino meigo, doce, generoso, que cresceu, mas sem jamais perder todas essas virtudes, muito menos sua meninice, nem sua pureza de alma.
Muito provavelmente, a maioria de nós, esperava que, “esse Amor", chegasse se apresentando, bem no meio de uma praça bastante conhecida, numa carruagem de fogo, acompanhada por grandes estrondos e efeitos pirotécnicos...
Mas ele estava ali o tempo inteiro. Quietinho, sereno.
O Planeta está se acabando de dor, e Deus procurou tantas vezes falar através dele... Mas ninguém ouviu.
Estavam todos preocupados com seus próprios interesses.
Mas não havia mais tempo para a paciência de Deus com o homem.
Aí, veio a maior lição para a humanidade.
Até quem não se preocupava com o Amor... se abalou.
O Amor que tanto precisávamos, tanto desejávamos para nossas vidas... sumiu!
Foi tirado de nossas vistas.
Não mais ouvimos a sua voz.
Não mais podemos ver seus olhos...
E agora, com essa dor, todos sabem que ali, aonde dói, é o lugar onde ele deveria estar, por todo este tempo.
Essa é a dor do “vazio”.
Vemos agora, que em tempos de uma tecnologia tão avançada, de mentes tão prodigiosas, que inventam tantas coisas incríveis para nos facilitar a vida, nos damos conta que; trocaríamos tudo isso só para ter de volta o AMOR que preenche esse lugar... que agora nos parece tão abandonado.
Mas... fomos nós que abandonamos o Amor... e não o contrário.
Está sendo um aprendizado doloroso.
É sempre assim quando somos forçados a sair da ignorância, quando precisamos sair da ilusão em que estamos vivendo.
É hora do homem aprender o por quê dele estar aqui.
E infelizmente, tantos milhões de anos se passaram, e continuamos do mesmo jeito.
Não notamos que o elemento AMOR, aquilo que nos faz ter VIDA, alegria, paz... estava por aqui, “pedindo socorro” para continuar existindo.
Merecemos a surra.
Somos muito desligados ainda.
Faltou sabedoria de nossa parte. E quando ela falta... a dor ocupa o lugar.
Michael!!! Nos perdoe por tamanha cegueira...
“Nós não sabíamos o que estávamos fazendo... AINDA!”
THIS IS IT!
Fonte: http://mjsoldiers.blogspot.com
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Evan Chandler - Um história de inveja e crueldade.
O DIÁRIO DE EVAN CHANDLER
Este texto saiu - editado - aqui no Brasil pela revista EXAME em 1995.
TEXTO ORIGINAL
A história não contada
Mary A. Fischer
GQ, Outubro 1994
Foi Michael Jackson vítima de uma conspiração?
INTRODUÇÃO
Antes de O.J. Simpson foi Michael Jackson, outra amada celebridade negra, aparentemente derrubada por alegações de escândalos em sua vida pessoal. Aquelas alegações, de que Jackson havia molestado um garoto de 13 anos de idade resultaram em um processo multimilionário, investigações de dois grandes-juris e um circo na mídia inescrupulosa.
Jackson, por sua vez, apresentou acusações de extorsão contra alguns de seus acusadores. Em última instância, a ação foi resolvida fora dos tribunais por uma soma que foi estimada em US$ 20 milhões; nenhuma acusação criminal foi registrada contra Jackson por parte da polícia ou júris.
Em agosto passado, Jackson estava nos noticiários outra vez, quando Lisa Marie Presley, filha de Elvis, anunciou que ela e o cantor haviam se casado.
À medida que a poeira se assentando, sobre um dos piores episódios de excesso da mídia do país, uma coisa é clara: o público americano nunca ouviu uma defesa de Michael Jackson. Até agora.
É naturalmente impossível provar uma negativa - isto é, provar que algo não aconteceu. Mas é possível analisar mais profundamente as pessoas que fizeram as acusações contra Jackson e, assim, ter um insight quanto ao seu caráter e motivações.
O que emerge dessa análise, baseada em documentos judiciais, registros de negócios e dezenas de entrevistas, é um argumento convincente de que Jackson não molestou ninguém e que ele pode ter sido vítima de um plano bem concebido para extorquir seu dinheiro.
À medida que a poeira se assentando, sobre um dos piores episódios de excesso da mídia do país, uma coisa é clara: o público americano nunca ouviu uma defesa de Michael Jackson. Até agora.
É naturalmente impossível provar uma negativa - isto é, provar que algo não aconteceu. Mas é possível analisar mais profundamente as pessoas que fizeram as acusações contra Jackson e, assim, ter um insight quanto ao seu caráter e motivações.
O que emerge dessa análise, baseada em documentos judiciais, registros de negócios e dezenas de entrevistas, é um argumento convincente de que Jackson não molestou ninguém e que ele pode ter sido vítima de um plano bem concebido para extorquir seu dinheiro.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Como Criar Um Astro Só Para Depois Matá-lo
MEDIA OVERKILL
Ou Como Criar Um Astro Só Para Depois Matá-lo
Eu não ligava muito para o Michael Jackson no início dos anos 90, época em que eu ainda era adolescente. Eu gostava mesmo era é de Heavy Metal e do pós-Thrash, tipo Pantera. Eu era a "metaleira" que ouvia o Cowboys From Hell do Pantera e balançava a cabeça (por isso que era "headbanger") ouvindo Ozzy Osbourne.
Também era fã radical do Black Sabbath. Dessa forma, a música de Michael Jackson era muito "leve" e "bonitinha" para o meu gosto.
Mesmo assim, a notícia acerca de um possível caso de abuso sexual infantil contra Michael Jackson me chocou, porque eu tinha crescido ouvindo a sua música. Thriller foi parte da trilha sonora da minha infância e eu costumava brincar enquanto ouvia Bad.
Ou Como Criar Um Astro Só Para Depois Matá-lo
Eu não ligava muito para o Michael Jackson no início dos anos 90, época em que eu ainda era adolescente. Eu gostava mesmo era é de Heavy Metal e do pós-Thrash, tipo Pantera. Eu era a "metaleira" que ouvia o Cowboys From Hell do Pantera e balançava a cabeça (por isso que era "headbanger") ouvindo Ozzy Osbourne.
Também era fã radical do Black Sabbath. Dessa forma, a música de Michael Jackson era muito "leve" e "bonitinha" para o meu gosto.
Mesmo assim, a notícia acerca de um possível caso de abuso sexual infantil contra Michael Jackson me chocou, porque eu tinha crescido ouvindo a sua música. Thriller foi parte da trilha sonora da minha infância e eu costumava brincar enquanto ouvia Bad.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
SOBRE ADIAMENTOS
Foi de manhã, quando eu cuidava das plantas, que vi pela primeira vez a flor ainda guardada num lindo botão lilás. Disse tanto ao meu coração naquele instante, achei tão sincrônico dar de cara com ele nas primeiras horas do ano, que pensei em buscar a câmera para fotografá-lo. Não demoraria nada, coisa de dez minutos, menos até, mas diante do convite do céu ensolarado que me chamava lá pra fora, resolvi sair logo para não desperdiçar azul. Não desisti da intenção, só um breve adiamento, mais tarde haveria tempo de sobra para a foto planejada.
A verdade é que eu me ocupei tanto com os improvisos que o dia desembrulhou que durante as horas seguintes, mesmo já em casa, esqueci do botão de flor e da vontade de registrar o seu recado. Só lembrei dele, muito surpresa, quando lá pelas tantas da noite fui até a área buscar uma peça de roupa no varal e fui recebida por uma linda flor lilás toda desabrochada, toda dita, aquela que há poucas horas era poema ainda guardado. O tempo do botão havia passado, sem que passasse pela minha cabeça que pudesse passar tão rápido. Eu poderia fotografar outros botões, tantos quantos quisesse, centenas deles, mas aquele, exatamente aquele, era irrecuperável.
Sabemos que aquilo que vive tem seu tempo e, quer queira, quer não, é ininterruptamente tocado pela mudança. Sabemos que ela, essa criativa e imprevisível desenhista, modifica as feições de tudo a cada segundo com mãos hábeis e movimentos muitas vezes imperceptíveis. Sabemos, mas costumamos agir como se ignorássemos, talvez no afã de ignorarmos que também a nossa vida dança de acordo com a música da irrevogável lei da impermanência. Por mais que possa ser difícil admitir, não temos o mínimo controle com relação ao tempo de nada, inclusive do nosso. Saber disso pode ser apenas assustador. Saber disso pode, de variados jeitos, nos fazer sofrer e amarrar os nossos passos. Mas a clara consciência disso também pode abrir nossos caminhos. Também pode fazer uma diferença incrível. Também pode ser uma perspectiva que nos motive a viver a oportunidade de cada instante com mais atenção, responsabilidade, afeto, presença, liberdade.
Vamos combinar que adiar fotos de botões de flor e perder o instante deles não costuma constituir problema. Não nos tira o sono. Não macula a nossa paz. Não bagunça a nossa luz. Não faz o nosso amor engasgar. Não faz nenhuma culpa efervescer. Mas não podemos dizer o mesmo com relação à ternura adiada. Ao abraço adiado. Ao prazer adiado. À verdade adiada. À bondade adiada, com relação a nós mesmos ou aos outros. Ao perdão adiado, solicitado ou livremente concedível. À expressão adiada da nossa sincera gratidão. Ao adiamento do cuidado de facilitar a própria vida e também a alheia que, às vezes, tantas vezes, pode ser facilitada com um ínfimo gesto nosso. Ínfimo, ao mesmo tempo que imenso em essência. Ínfimo, ao mesmo tempo que adubo. Umas poucas palavras que revelem o nosso afeto com transparência. Um sorriso daqueles bons. Um olhar generoso com o coração da gente todinho nu.
O instante de cada uma dessas bênçãos pode ser também irrecuperável como aconteceu com a oportunidade da foto daquele tal botão de flor. Como eterna aprendiz, eu me atrapalho incontáveis vezes com os exercícios que me são propostos na sala de aula de cada dia. Atrapalhada, mas com disposição para aprender, a cada experiência eu renovo a ideia de que o melhor presente que podemos dar para a nossa vida e para outras é estarmos presentes. Sinceramente presentes. Amorosamente presentes. É sermos presentes para nós mesmos e uns para os outros com o coração.
(Ana Jácomo)
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