“Invincible é tão bom quanto, ou melhor que, Thriller, em minha verdadeira, humilde opinião. Ele tem mais a oferecer. Música é o que vive e dura.Invincible tem sido um enorme sucesso. Quando ‘Quebra Nozes ‘foi introduzido pela primeira vez ao mundo, ele foi bombardeado totalmente. O que importa é como a história termina.”
MICHAEL JACKSON, USA TODAY, 2001
LANÇADO: 30 de outubro de 2001
PRODUTOR EXECUTIVO: Michael Jackson
CONTRIBUIDORES NOTÁVEIS: Rodney Jerkins (produtor/compositor) Teddy Riley (produtor/compositor), Brad Buxer (arranjo/tecladista/programação/mixagem). R. Kelly (compositor), Babyface (compositor), John McClain (compositor), O Coro Andraà Singers (vocais), Santana (guitarra), The Notorious B. I.G. (rap), Fats (rap), Stuart Brawley (engenharia), Bruce Swedien (engenharia/mixagem), Humberto Gratica (engenharia/mixagem)
SINGLES: “You Are My Life”, “Cry”, “Butterflies”
ESTIMATIVA DE CÓPIAS VENDIDAS: 11 milhões
Lançado em 2001, Invincible foi o último álbum de estúdio de Michael Jackson. Ele também foi o menos bem sucedido comercialmente (embora tenha conseguido se tornar o quinto álbum consecutivo dele a chegar ao topo dos charts e terminado por vender mais de dez milhões de cópias em todo o mundo). Enterrado pela falta de promoção da Sony – devido à complicada e, emocionalmente carregada, disputa contratual – apenas um singlefoi oficialmente lançado, em vez dos seis planejados. Também não houve nenhum vídeo musical, além de You Rock My World, nem turnê.
Os críticos, geralmente, condenavam o álbum por ser muito extenso (ele dura setenta e sete minutos e contém dezesseis faixas) e irregular. Depois de vários anos de antecipação sobre o “grande álbum de retorno” de Michael Jackson, Invincible foi visto, amplamente, como uma decepção.
Ironicamente, porém, dado o relativo status obscuro dele, Invincible foi, provavelmente, o álbum mais acessível de Jackson desde os anos 80. Desde a retro jazz “Butterflies” ao pulso latino “Whatever Happens”, à melancólica R&B “Heaven Can Wait”, ele foi, de muitas formas, um retorno às bases. Em, ainda, brilhantes performances vocálicas, Jackson apresenta a hábil versatilidade dele, produzindo músicas que soam tanto clássicas quanto contemporâneas.
Stephen Thomas Erlewine, do All Music, descreveu o álbum como uma “cintilante atualização, pós-hip-hop, de Off The Wall”. Invincible não contém o mesmo extasiado abandono e alegria dos álbuns antigos; no entanto, a atmosfera dele é, inquestionavelmente, mais leve que os três álbuns anteriores dele. Ele é Imagine de Jackson: uma expressão gentil, menos angustiada, mais convencionalmente íntima (inspirada em parte, não há dúvidas, pelo nascimento de dois dos filhos dele).
O produto final tendeu a polarizar fãs e críticos igualmente. Alguns o viram como o álbum mais agradável dele desde Bad. Outros, no entanto, viram-no como um pouco de regressão desde o trabalho desafiador no qual ele esteve engajado durante a última década, um álbum que repetiu algumas fórmulas e não experimentou, consistentemente, o risco e profundidade de Dangerous, HIStory e Blood on the Dance Floor. Mas independentemente de como ele se contrapõe aos álbuns anteriores dele, não há dúvidas de que Invincible contém músicas de altíssima qualidade.
O produto final tendeu a polarizar fãs e críticos igualmente. Alguns o viram como o álbum mais agradável dele desde Bad. Outros, no entanto, viram-no como um pouco de regressão desde o trabalho desafiador no qual ele esteve engajado durante a última década, um álbum que repetiu algumas fórmulas e não experimentou, consistentemente, o risco e profundidade de Dangerous, HIStory e Blood on the Dance Floor. Mas independentemente de como ele se contrapõe aos álbuns anteriores dele, não há dúvidas de que Invincible contém músicas de altíssima qualidade.
De “Unbreakable” a “Threatened”, pode-se ver a inovação, o alcance, a habilidade que coloca Jackson ombro a ombro com os aspirantes ao lugar dele, mesmo neste estágio da carreira dele.
Invincible foi lançado apenas semanas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Foi um tempo de choque e tristeza na América. Nas semanas e meses que se seguiram, havia uma atmosfera tanto de paranoia quanto de patriotismo. O psicológico de todo o país foi abalado, pois as imagens horríveis foram exibidas e reexibidas, infinitamente, na TV. As pessoas temiam que mais ataques estivessem a caminho. No entanto, desde Nova Iorque à Califórnia houve, também, uma onda de unidade nacional e determinação. Na verdade, muitos no mundo responderam com compaixão, fazendo vigilas e enviando apoio.
Michael Jackson aconteceu de estar na Cidade de Nova Iorque no dia dos ataques, apenas quadras de distancia do World Trade Center. Na noite anterior, ele e centenas de estrelas da indústria do entretenimento estavam reunidos para o 30th Aniversary Celebrationdele, no Madison Square Garden, o que acabaria sendo as últimas performances em concertos da vida dele. Na manhã seguinte, Jackson recordou: “Eu recebi uma ligação de um amigo da Arábia Saudita, sobre que a América estava sendo atacada. Eu fui para o noticiário e vi as Torres Gêmeas caírem e eu disse: ‘Oh, meu Deus’… Isso é inacreditável – eu estava com medo de morrer ’”.
Em vez de voar para a segurança de Neverland, porém, Michael Jackson foi trabalhar. “Eu não sou de ficar sentado”, ele explicou à Rolling Stone, “eu queria fazer alguma coisa para ajudar quem perdeu os parentes, quem perdeu as mães, quem perdeu os pais. Aqueles que são nosso povo. Aqueles que são nossas crianças. Aquele que são o nosso país.” Apena cinco dias após os ataques, Jackson anunciou um projeto que, ele esperava arrecadar 50 milhões de dólares para as vítimas de 11 de setembro.
Em adição, ele rapidamente reescreveu e gravou novamente uma música, “What More Can I Give”, que seria usada como um hino para o projeto. “Eu acreditava em meu coração, que a comunidade da música iria se unir como uma, e realmente iria curar milhares de vítimas inocentes”, Jackson disse em uma declaração. “Há uma tremenda necessidade de doar dólares, agora mesmo, e através deste esforço cada um de nós pode desempenhar um papel imediato em ajudar a confortar muitas pessoas. Nós temos demonstrado uma vez e de novo, que música pode tocar almas. É hora de nós usarmos este poder para nos ajudar a começar o processo de cura imediatamente.”
Em contraste com a chamada de Jackson por amor e cura, entretanto, os Estados Unidos estava logo se preparando para a guerra: primeiro no Afeganistão e, depois, mais controversamente, no Iraque. Oposições Globais foram ferozes, mas definitivamente inúteis, enquanto a administração de Bush realizava a campanha dela “choque e onda” com um punhado de aliados. A guerra, que se estendeu pelo resto da década, tornou-se um símbolo de polarização, medo e incerteza, que permearia os próximos anos.
Medo também acelerou dentro da indústria da música, enquanto as companhias e artistas lutavam para se adaptarem às novas mudanças culturais e tecnológicas, incluindo serviços de compartilhamento na internet como Napster. O crescimento do Napster foi tão rápido quanto revolucionário. Quase da noite para o dia, colegiais e universitários, por todo o país, estavam baixando milhares de música online. Em menos de um ano, Napster gerou vinte e cinco milhões de usuários, tornando-se o website de crescimento mais rápido na história.
Invincible foi lançado apenas semanas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Foi um tempo de choque e tristeza na América. Nas semanas e meses que se seguiram, havia uma atmosfera tanto de paranoia quanto de patriotismo. O psicológico de todo o país foi abalado, pois as imagens horríveis foram exibidas e reexibidas, infinitamente, na TV. As pessoas temiam que mais ataques estivessem a caminho. No entanto, desde Nova Iorque à Califórnia houve, também, uma onda de unidade nacional e determinação. Na verdade, muitos no mundo responderam com compaixão, fazendo vigilas e enviando apoio.
Michael Jackson aconteceu de estar na Cidade de Nova Iorque no dia dos ataques, apenas quadras de distancia do World Trade Center. Na noite anterior, ele e centenas de estrelas da indústria do entretenimento estavam reunidos para o 30th Aniversary Celebrationdele, no Madison Square Garden, o que acabaria sendo as últimas performances em concertos da vida dele. Na manhã seguinte, Jackson recordou: “Eu recebi uma ligação de um amigo da Arábia Saudita, sobre que a América estava sendo atacada. Eu fui para o noticiário e vi as Torres Gêmeas caírem e eu disse: ‘Oh, meu Deus’… Isso é inacreditável – eu estava com medo de morrer ’”.
Em vez de voar para a segurança de Neverland, porém, Michael Jackson foi trabalhar. “Eu não sou de ficar sentado”, ele explicou à Rolling Stone, “eu queria fazer alguma coisa para ajudar quem perdeu os parentes, quem perdeu as mães, quem perdeu os pais. Aqueles que são nosso povo. Aqueles que são nossas crianças. Aquele que são o nosso país.” Apena cinco dias após os ataques, Jackson anunciou um projeto que, ele esperava arrecadar 50 milhões de dólares para as vítimas de 11 de setembro.
Em adição, ele rapidamente reescreveu e gravou novamente uma música, “What More Can I Give”, que seria usada como um hino para o projeto. “Eu acreditava em meu coração, que a comunidade da música iria se unir como uma, e realmente iria curar milhares de vítimas inocentes”, Jackson disse em uma declaração. “Há uma tremenda necessidade de doar dólares, agora mesmo, e através deste esforço cada um de nós pode desempenhar um papel imediato em ajudar a confortar muitas pessoas. Nós temos demonstrado uma vez e de novo, que música pode tocar almas. É hora de nós usarmos este poder para nos ajudar a começar o processo de cura imediatamente.”
Em contraste com a chamada de Jackson por amor e cura, entretanto, os Estados Unidos estava logo se preparando para a guerra: primeiro no Afeganistão e, depois, mais controversamente, no Iraque. Oposições Globais foram ferozes, mas definitivamente inúteis, enquanto a administração de Bush realizava a campanha dela “choque e onda” com um punhado de aliados. A guerra, que se estendeu pelo resto da década, tornou-se um símbolo de polarização, medo e incerteza, que permearia os próximos anos.
Medo também acelerou dentro da indústria da música, enquanto as companhias e artistas lutavam para se adaptarem às novas mudanças culturais e tecnológicas, incluindo serviços de compartilhamento na internet como Napster. O crescimento do Napster foi tão rápido quanto revolucionário. Quase da noite para o dia, colegiais e universitários, por todo o país, estavam baixando milhares de música online. Em menos de um ano, Napster gerou vinte e cinco milhões de usuários, tornando-se o website de crescimento mais rápido na história.
Em 2001, apesar dos desafios legais, a popularidade do site atingiu o impressionante número de trinta e oito milhões de usuários. Eventualmente, em julho de 2001, Napster foi forçado a fechar. Mas já o gênio do serviço de compartilhamento tinha saído da garrafa. Muitos fãs de música descreveram isso como uma revolução na qual a música estava sendo libertada de um sistema corporativo obsoleto.
Executivos industriais, entretanto, não estavam tão contentes. As vendas de música já estavam em declínio no fim dos anos noventa. Agora, apesar do entusiasmo pela música popular parecesse estar tão forte quanto sempre, o resultado final continuava a cair. As vendas de CD foram de 730 milhões, em 2002, para 593 milhões em 2005. Nos Estados Unidos, a receita e licenciamento para vendas de música caíram quase sessenta por cento nos anos 2000, de 14,5 bilhões para 6,5 bilhões. Da mesma forma, lojas de música se tornaram quase extintas.
O que fazer sobre tudo isso se tornou o problema definidor da década para uma desorientada indústria da música. “A internet”, escreveu a Rolling Stone, “apareceu para ser a mais pretenciosa mudança tecnológica para os negócios de venda de música, desde os anos 20, quando a gravação fonográfica substituiu as partituras como o lucro central da indústria”. Potenciais soluções para essa mudança dramática dividiu executivos, artistas e ouvintes, igualmente. Alguns músicos proeminentes, incluindo Metálica e Dr. Dre, foram rápidos em denunciar o compartilhamento de arquivos, chamando isso de destrutivo e desonesto (os dois processaram o Napster), Outros, incluindo Radiohead e Chuck D, sentiram que isso gerava entusiasmo pela música, particularmente para novos e menos conhecidos artistas.
Jackson transmite um apelo antiviolência a HIStory World Tour.
Independentemente de algumas opiniões sobre o compartilhamento de arquivos e música digital, a transformação foi inegável e incontrolável.
Executivos industriais, entretanto, não estavam tão contentes. As vendas de música já estavam em declínio no fim dos anos noventa. Agora, apesar do entusiasmo pela música popular parecesse estar tão forte quanto sempre, o resultado final continuava a cair. As vendas de CD foram de 730 milhões, em 2002, para 593 milhões em 2005. Nos Estados Unidos, a receita e licenciamento para vendas de música caíram quase sessenta por cento nos anos 2000, de 14,5 bilhões para 6,5 bilhões. Da mesma forma, lojas de música se tornaram quase extintas.
O que fazer sobre tudo isso se tornou o problema definidor da década para uma desorientada indústria da música. “A internet”, escreveu a Rolling Stone, “apareceu para ser a mais pretenciosa mudança tecnológica para os negócios de venda de música, desde os anos 20, quando a gravação fonográfica substituiu as partituras como o lucro central da indústria”. Potenciais soluções para essa mudança dramática dividiu executivos, artistas e ouvintes, igualmente. Alguns músicos proeminentes, incluindo Metálica e Dr. Dre, foram rápidos em denunciar o compartilhamento de arquivos, chamando isso de destrutivo e desonesto (os dois processaram o Napster), Outros, incluindo Radiohead e Chuck D, sentiram que isso gerava entusiasmo pela música, particularmente para novos e menos conhecidos artistas.
Jackson transmite um apelo antiviolência a HIStory World Tour.
Independentemente de algumas opiniões sobre o compartilhamento de arquivos e música digital, a transformação foi inegável e incontrolável.
No fim da década, a distribuição, organização, consumo de música, e ouvintes, tinham sido fundamentalmente alterados, iPods se tornaram onipresentes e icônicos, substituindo não apenas Walkmans e Discmans, mas também a necessidade de carregar CDs, absolutamente. Música, agora, era armazenada, principalmente, em computadores, em vez de em prateleiras e pastas; ela era também, facilmente, organizada em playlists individualizadas. Ouvintes continuaram baixando músicas gratuitamente; no entanto, com crescente medo de legalidade, qualidade de som e vírus, mais e mais as pessoas se voltam às lojas online de música como iTunes e Amazon.com, onde músicas podem ser compradas mais baratas e confiáveis.
























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