sábado, 7 de março de 2015

Mother Earth- Dancing The Dream - Michael Jackson








Mãe Terra

Caminhando pela praia em um dia de inverno, olhei para baixo, vi uma onda empurrar uma pena sobre a areia. Era a pena de uma gaivota manchada de óleo. Peguei-a e senti a escura película escorregadia em meus dedos. Não pude deixar de me perguntar se o pássaro teria sobrevivido. Estava tudo bem por ali? Eu sabia que não.

Senti-me triste ao pensar como descuidadamente tratamos nossa casa. A terra que todos compartilhamos não é somente uma rocha lançada pelo espaço, mas uma vida, criando existência. Ela cuida de nós, ela merece nosso cuidado em troca. Temos tratado a Mãe Terra do jeito que algumas pessoas tratam um apartamento alugado. Simplesmente destroem e seguem adiante.

Porém, não há nenhum lugar para seguir agora. Trouxemos nosso lixo, nossas guerras e o nosso racismo para toda parte do mundo. Temos que começar a limpá-lo, e isso significa limpar nossos próprios corações e mentes primeiro, porque nos levaram a envenenar nosso querido Planeta. Quanto mais cedo  mudarmos, mais fácil será para sentir nosso amor pela Mãe Terra e o amor que ela tão livremente nos dá de volta.

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Poema Original..

 MOTHER EARTH

I was walking along the beach one winter day. Looking down, I saw a wave push a feather up on the sand. It was a sea gull feather stained with oil. I picked it up and felt the dark slick film on my fingers. I couldn't help wondering if the bird had survived. Was it all right out there? I knew it wasn't. 

I felt sad to think how carelessly we treat our home. The earth we all share is not just a rock tossed through space but a living, nurturing being. She cares for us; she deserves our care in return. We've been treating Mother Earth the way some people treat a rental apartment. Just trash it and move on. 

But there's no place to move on to now. We have brought our garbage and our wars and our racism to every part of the world. We must begin to clean her up, and that means cleaning up our own hearts and minds first, because they led us to poison our dear planet. The sooner we change, the easier it will be to feel our love for Mother Earth and the love she so freely gives back to us.

(Mother Earth- Dancing The Dream - Michael Jackson)


Michael I Love You More...
Amor Incondicional Sempre!!

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sexta-feira, 6 de março de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Heartbreaker "



2 - HEARTBREAKER



(Escrita e composta por Michael Jackson, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, LaShawn Daniels, Mischke e Norman Greg. Produzida por Michael Jackon e Rodney Jerkins.
Programação musical por Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Gravada por Bruce Swedien e Stuart Brawley e Fabian Marasciullo.
Rap gravado por Bob Brawn. Mixada por Bruce Swedien, Rodeny Jerkins e Stuart Brawley.
Vocal guia: Michael Jackson.
Rap performando por Fats.
Vocais backgorunds: Michael Jackson, Mischke, LaShawn Daniels e Nora Payne)


Com as batidas e sons dela, que ricocheteiam amplamente, “Heartbreaker” soa como o trabalho de um cientista louco no estúdio. Rober Hilburn, do Los Angeles Times,descreveu-a como uma “maravilha sonora”, que leva o artista para dentro de “desafiador território novo”. Mesmo Jon Pareles do, New Your Times, notoriamente crítico de Jackson, reconhecia a “percussão genial” dele em faixa rítmicas como “Heartbreaker”: 

“[Ele] começa o canto dele com grunhidos, suspiros e gritos… contra uma faixa rítmica de barulhos eletrônicos que trepidam e crepitam como alegres buzinas de caminhão em uma rodovia”.

Como com os álbuns anteriores, essa inovação sonora foi ativamente empurrada por Jackson. “Um monte de sons no álbum não são sons de teclado”, ele explicou, “[eles] são, você sabe, basicamente, programados dentro de máquinas. Nós saímos e fazemos nosso próprio som. Nós damos tapas em coisas, nós batemos em coisas, portanto, ninguém pode duplicar o que fizemos. Nós as fizemos com nossas próprias mãos, nós descobrimos coisa e nós criamos coisas. E isso é a cosia mais importante, para ser pioneiro. Ser um inovador”.

“Heartbreaker” é um claro exemplo dessa inovação, mixando techno, pop, hip-hop e funk(ela, também, apresenta o renomado beatboxing de Jackson) para alcançar algo que os “ouvidos não têm escutado”. NME a descreveu como “um groove ativo, percussivo, com um refrão compulsivo repetitivo, mas um clássico altivo [Jackson] de meados dos anos oitenta”.

Liricamente, “Heartbreaker” continua uma bem estabelecida alegria de Jackson. É uma música de sedução e amor rejeitado. “Ela fala os versos que podem controlar minha mente”, ele canta. É uma obsessão temática que começou como “Heartbrek Hotel” e continua em faixas como “Billie Jean”, “Dirty Dina” e “Dangerous”. Para Jackson há uma perpétua desconfiança, até mesmo medo, de certo tipo de mulher (ou, pelo menos, o que ela representa). Há, também, é claro, a persistente tentação e fascinação.

Jackson se sai melhor construindo tensão e pintando uma história em anteriores faixas de sedução. As realizações de “Heartbreaker” residem, principalmente, na inventividade sonora dela. “Eu encontro beleza extraordinária em músicas [tão] rápidas”, escreveu Frank Cogan, do Village Voice. “Ele e Rodney Jerkins… puxa em fuzzes e buzinas e zumbidos – agudeza do techno – ressonâncias truncadas, pequenas notas de baixo, grasnido… Eu não sei se é uma beleza com a qual irei me importar.
A beleza em álbuns anteriores de Michael Jackson me encontrou. Mas algumas vezes, isso leva tempo: eu levei meses em Bad antes de eu, de repente, sentir isso, quando ele canta:‘Ele entrou no apartamento dela/Ele deixou duas manchas de sangue no carpete’ –, mas uma vez que eu senti, muito do álbum pareceu hábil, perspicaz e triste.”

Nota da tradutora:

Fuzzes, ou fuzz, são pedais usados na produção de sons.





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quarta-feira, 4 de março de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible: As Músicas - " Unbreakable "



1. UNBREAKABLE


(Escrita e composta por Michael Jackson, Rodney Jerkins, Fred Jerkins III, LaShawn Daniels, Nara Payne e Robert Smith, produzida por Michael Jackson e Rodney Jerkins.
Gravada por Stuart Brawley. Edição digital por Stuart Brawley e Paul Foley.
Mixada por Bruce Swedien, Rodney Jerkins e Stuart Brawley.
Vocal líder: Michael Jackson.
Vocais backgrounds adicionais: Brandy.
Rap performando por The Notorious B.I.G.
Todos os instrumentos musicais tocados por Michael Jackson e Rodney Jerkins)

“Unbreakable” introduz o som do Michael Jackson do novo milênio. 


Como nas incursões sonoras Techno-industriais dele (“Dangerous”, “Scream”), a faixa começa com um prelúdio de sons de máquinas, quase como se a música estivesse descobrindo como se criar sozinha. 
Tematicamente, ela correlata perfeitamente com a identidade híbrida apresentada na capa do álbum: a atitude criativa é consumida pela combinação de biologia e tecnologia, orgânico e digital, humano e máquina.

Jackson permitiu que esta abertura tensa fosse construída com o que soa como um motor em marcha lenta, um grunhido de animal, uma vibração se aproximando, antes de a música explodir em um inesquecível gancho conduzido pelo piano. 
O efeito é impressionante. 
Para um artista que esteve à margem (afastado) por seis anos, isso era uma grande declaração de abertura. 

“A música é, sem dúvida, o destaque do álbum”, escreveu o crítico musical Nikki Tranter em uma avalição de 2001. 

Jackson considerava a faixa uma das favoritas dele no álbum e pressionou para que ela fosse o primeiro single e curta-metragem. (“You Rock My World” foi, por fim, considerada mais apropriada para as rádios, pela Sony).

A decisão de dispensar a música como single de abertura foi, talvez, devido à franqueza dela. Enquanto a maior parte de Invincible lida com “amor e relacionamentos”, “Unbreakable” é uma corajosa declaração de desafio. “Enquanto você me enterra debaixo debaixo de todas suas dores”, Jackson provoca em um verso. “Eu estou firme rindo, enquanto emergindo.”

De algumas maneiras, a música é, também, uma mensagem para ele mesmo, uma convocação de confidência e força em face às adversidades. Como ele explicou para Anthony DeCurtis em uma entrevista simulchat: “Eu fui ao inferno e voltei. Eu tenho, para ser honesto, e ainda sou capaz de fazer o que eu faço e nada pode me deter. Ninguém pode me deter, não importa o quê. Eu paro quando eu estiver pronto para parar. Você sabe e, uhn, eu estou apenas dizendo [em “Unbreakable”], você sabe, eu continuarei seguindo em frente não importa o quê.”

O recorrente gancho de piano-baixo transmite bem essa determinação e perseverança. Durando mais que seis minutos, “Unbreakable” pulsa uma persistente batida que quase empurra através dos alto-falantes, enquanto os vocais staccatos de Jackson ressoam nas letras. 
“Unbreakable é tão impressionante”, escreveu Robert Hilburn, “este habilidoso estéreo retalhista poderia usar isso para demonstrar as maravilhas do último sistema de som deles”.

Por volta da marca 3:50, The Notorious B.I.G faz uma aparição póstuma, oferecendo um suave solo de rap, antes de Jackson fechar a música com clássica forma improvisada. 
A música envia uma mensagem clara: Michael Jackson está de volta. Como uma avaliação colocou: “Ele não vai deixar a coroa pop dele para trás sem uma briga.”





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segunda-feira, 2 de março de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible (Parte 2)



Condensado e exibido pela CBS, dois meses depois, os concertos foram assistidos por mais de vinte e cinco milhões de telespectadores, o maior especial musical em uma rede de televisão em mais de seis anos. Isso foi um prometido começo para o longamente esperado retorno de Jackson.

Infelizmente, a manhã seguinte viu o caos e destruição de 11/9. De repente, a música pop, além de muitas outras coisas, parecia supérflua e tomou um lugar secundário, enquanto as pessoas tentavam se reorientar e se recuperar do trauma.



Jackson performando o clássico dele “The Way You Make Me fell” com a Pop star Britney Spears para o 30thAniversary Special dele no Madison Square Garden.

Apesar de receber avaliações mornas dos críticos, Invincible vendeu uma saudável quantia de 366.300 cópias na primeira semana, apenas nos Estados Unidos, (onde muitos previram que ele fracassaria). Dentro de cinco dias, ele tinha, alegadamente, vendido três milhões de cópias globalmente.

O público, no entanto, parecia responder de forma meio indiferente ao primeiro single de Jackson, “You Rock My World”. Embora o single tenha alcançado a 10º posição naBillboard Hot 100, foi criticado por não ser particularmente original ou novo, especialmente dado o quanto o álbum foi aguardado. “You Rock My World” foi o único single líder de Jackson, como artista solo, a não chegar ao Top Five nos Estados Unidos. (O single se saiu muito melhor internacionalmente, chegando a 2º posição no Reino Unido e em 1º na França).
O vídeo para a música apenas reforçou que os dias visionários de Jackson tinham ficado para trás. Dirigido por Paul Hunter (que tinha trabalhado com Mariah Carey, Will Smith e a irmã de Michael, Janet) parecia uma pobre imitação de “Smooth Criminal”, desta vez, filmado em Cuba. Apesar de participações especiais do comediante Chris Tucker e lendas da tela, como Marlon Brando, o vídeo nunca decolou realmente. É claro, não foi apenas o problema com o vídeo em si. Por essa época, vídeos musicais, em geral, não tinham mais o impacto que eles tinham nos anos oitenta e início dos anos noventa. MTV e VH1 tinham mudado mais em direção a reality televisions, enquanto o youtube ainda não existia.

De acordo com aqueles próximos a Jackson, ele também não estava feliz com o álbum. Ele também não estava feliz com a sequência de singles da Sony (ele preferia lançar “Unbreakable” primeiro). Atrás das cenas, problemas muito mais sérios estavam em ebulição. 

Uma rixa grande se desenvolveu entre Jackson e o cabeça da Sony, àquela época, Tommy Mottola. As apostas tinham atingido o ponto de Jackson ameaçar deixar a Sony, enquanto Tommy Mottola informou ao cantor que ele estava preso por cláusulas no contrato.

Dentro de meses, apesar do promissor começo. Invincible começou a cair nos charts e a Sony, abruptamente, encerrou a promoção. 
“Butterflies”, que estava agendada como um lançamento de single, atingiu a 2º posição nos charts R&B tocando sozinha no ar, mas a Sony atrasou e acabou cancelando o lançamento dela. 
Também foi cancelado o vídeo para “Unbreakable” e uma planejada performance para “Whatever Happens” no Grammy.

Os fãs ficaram perplexos e irados. Invincible tinha, alegadamente, vendido cinco milhões de cópias em todo o mundo nos primeiros meses. Então, o que estava acontecendo? ASony já estava desistindo do álbum? Michael estava cansado de trabalhar nele?

Os dois álbuns de estúdio anteriores de Jackson, Dangerous e HIStory, foram promovidos por quase dois anos, Invincible foi abandonado depois de menos de dois meses (embora Mottola, apenas meses antes, ter dito que ele era o melhor trabalho de Jackson desdeThriller). Jackson estava, justificadamente, irado. Ele sentia que Mottola o tinha usado e traído. 
De acordo com uma fonte, Mottola ameaçou “arruinar” Jackson. “não ameaças físicas”, a fonte disse à Fox News, “mas certamente a ameaça de que Michael seria destruído e a carreira dele estaria acabada se ele não concordasse com os termos de Tommy”.

O produtor Rodney Jerkins lamentou que todo o trabalho duro que ele e Jackson colocaram no álbum estava, agora, sendo abandonado, em razão de uma poderosa batalha. “Eu penso que isso é um beco sem saída”, ele disse, “porque não há promoção, não há vídeo. Se não há nada para promover ou vir, como você pode vender álbuns?” A Sony até mesmo se recusou a distribuir o single da caridade de Jackson, “What More Can I Give”, que deveria arrecadar dinheiro para os sobreviventes do 11/9. 
“Eu gostaria de ver a Sony, pelo menos, ter a decência de deixar uma gravadora, terceira parte neutra, lançar as músicas”, disse o produtor executor Marc Shaffel. “todo mundo que tinha ouvido duas músicas sentiram que ambas eram hits número um e que elas arrecadariam muito dinheiro para causas beneficentes”.

Enquanto os motivos de Tommy Mottola para cancelar as promoções pra Invincible tinham sido objeto de imensa especulação, a verdade continua, de alguma forma, obscura. 
Alguns sentiam que o motivo principal era dar o troco pela enorme soma de dinheiro que Jackson tinha gastado fazendo Invncible; outros alegaram que Mottola estava atrás do famoso catálogo dos Beatles.
O que é sabido, como certeza, é que a disputa atingiu um nervo sensível para Michael Jackson. Isso não eram apenas negócios para ele; era traição pessoal. Desde os dias dele na Motown, ele tinha trabalhado sem descanso na arte dele e colocado o coração e a alma dele na carreira. Nesse processo, ele tinha feito bilhões de dólares para gravadoras, incluindo a CBS/Epic e Sony, que o tinham firmemente apoiado. Agora, ele sentia, esse apoio tinha acabado. De muitas formas, o mau tratamento era uma repetição do trauma que ele sentiu com o pai dele: ele sentia que ele era um fantoche, um produto, explorado infinitamente pelo que ele podia oferecer, mas não recebia a básica dignidade de um artista respeitado. A dor ficou pior quando muitos antigos amigos e colegas ficaram do lado de Mottolla. Como em 1993, Jackson se sentiu abandonado, quando ele mais precisou de apoio.

A questão racial mais que exacerbou a situação. Michael Jackson estava bem consciente da história de artistas negros na indústria da música. Desde Chuck Berry a Little Richard, Bo Diddley a Jack Wilson, Jackson viu revolucionários artistas afro-americanos não apenas menosprezados em proporção ás realizações deles, mas explorados pelas gravadoras brancas. Ele assistiu ao herói dele, James Brown, sair em turnê com idade avançada para fazer dinheiro, porque executivos brancos possuíam os direitos e royalties das músicas que fizeram dele uma lenda (isso, na verdade, foi uma razão para que Jackson – com a ajuda do advogado John Branca – não apenas se certificasse de que ele possuía todo o material dele próprio, mas também, ativamente adquirisse direitos autorais das músicas de outros artistas).

Michael Jackson sentia tão fortemente que o caso dele era parte de uma ampla evolução de racismo e exploração na indústria da música, que ele começou a defender o caso dele publicamente. Isso foi uma rara atitude de manifesto político para o cantor. Na conferencia de imprensa, no Harlem, para a National Action Network, apoiado por Jhonnie Cochran e Al Sharpton, Jackson estabeleceu o caso dele:

"É muito triste ver que estes artistas realmente estão sem um centavo, porque eles criaram tanta alegria para o mundo. E o sistema, começando com as gravadoras, totalmente tira vantagem deles… E preciso que vocês saibam que isto é muito importante, pelo que nós estamos lutando, porque eu estou muito cansado – eu estou realmente, realmente cansado da manipulação… Eu estou aqui para falar por toda a injustiça. Vocês precisam se lembrar de algo, o minuto que eu comecei a quebrar os recordes de todos os tempos de vendas – eu quebrei os recordes de Elvis, eu quebrei o recorde dos Beatles – o minuto em que [eles] se tornaram os álbuns mais vendidos de todos os tempos na história do [Guinness World Records], da noite para o dia, eles me chamaram de aberração, eles me chamaram um homossexual, eles me chamaram de abusador de crianças, eles disseram que eu tentei clarear minha pele. Eles fizeram tudo para tentar jogar o público contra mim.

"Eu estou cansado – eu estou realmente, realmente cansado da manipulação.”MJ



Jackson no set do MTV’s Total Request Live com Carson Daly. Depois de uma inicial de markenting.Todas as promoções,singles e vídeos para Invincible foram cancelados devido a
uma rixa entre Jackson e o, então, cabeça da Sony, Tommy Mottola.

Embora houvesse muitos que vissem algumas hipérboles nas alegações de Jackson, houve uma significante quantidade de verdades no maior ponto que eles estavam fazendo. Independentemente do pigmento da pele dele, Jackson, claramente, continuava se identificando com as lutas dos artistas afro-americanos e músicos. A maioria na mídia, no entanto, simplesmente desdenhava as queixas deles como uvas azedas, porque o álbum dele não tinha se saído tão bem quanto esperado.

Independentemente da controvérsia e a decepção em torno de Invincible, como Jackson colocou: “A música é o que vive e dura”. E muito de Invincible, em retrospecto, continua soando muito novo e impressionante.

O padrão para Michael Jackson, é claro, sempre foi ele mesmo.
Um álbum poderia ter várias músicas muito boas (como Invincible tinha), mas se não vendesse cinquenta milhões de cópias e produzisse uma sequencia de # 1 hits, era rotulado de fracasso. “O fato de que [Michael Jackson] é um grande músico está agora esquecido”, observou o crítico musical Robert Cristgau em 2001. “Eu uso a presente tensão porque a) as habilidades dele parecem intactas e b) como somente Frank Kogan tem escutado objetivamente o suficiente para observar, ele está fazendo coisas novas com elas – o funk dele está afiado e as baladas, mais leves, ambos para efeito inquietante.”

Tais avaliações, no entanto, provaram ser minoria. Como usual, muitos poucos críticos foram capazes de focar na música, sem injetar a opinião deles sobre as excentricidades, aparência física e controvérsias pessoais de Michael Jackson. Porém. Se alguém fosse capaz de ultrapassar as distrações e comparações estranhas, Invincible tem os méritos dele. “De todos os álbuns que eu tenho escutado”, disse o rapper Eminem, em 2002, “o melhor do ano é de longe Invincible. Michael Jackson merece muito mais crédito do que está recebendo”.

Na verdade, desde o “minimalismo R&B ligeiro, durável” das faixas a frente do tempo, à rica sentimentalidade dos grooves meio-tempo e à emoção e pureza do vocal das baladas dele, Invincible continuou a mostrar os talentos únicos e diversos de Jackson.

A parte frontal foi carregada com faixas rítmicas afiadas, corajosas, criadas para atrair uma nova geração de ouvintes. “Unbreakeble” e “Heartbreaker”, ambas coescrtitas com Rodney Jerkins, são, sonoramente, músicas explosivas que representam o funk-techno do novo milênio. O tempo é balanceado com suave jam retrô como “Heaven Can Wait” e “Butterflies” e baladas sublimes como “Speechless”. Mark Anthony Neal descreveu o álbum como “um retorno de alguns dos tipos de sólidos R&B contagiantes que marcaram o melhor das gravações de Jackson com os irmãos dele e a estreia ‘adulta’ dele com Off The Wall.” Tematicamente, o álbum tem um segmento similar ao de Dangerous, começando com a determinação e desafio de “Unbreakable”, chegando ao ápice com a transcendência pessoal de “Speechless” e “You Are My Life”, mudando para a consciência social de “Cry” e “The Lost Children” e terminando com a provocativa reviravolta de “Threatened”.


Jackson no set do único vídeo musical dele para Invincible, Your Rock
My World.

Um dos principais debates sobre Invincible, contudo, teve a ver com a lista de produtores dele. Alguns sentiam que a “irregularidade” foi devido a “muitos cozinheiros na cozinha” e acreditavam que Jackson teria sido mais bem servido apenas fixando com um ou dois produtores. “Butterflies”, argumentou Mark Anthony Neal, “é o melhor exemplo de por que o investimento de Jackson em Jerkins foi um equívoco tão grande, pois [Andre] Harris e outros fragmentos do campo do “Toque de jazz” poderiam ter, legitimamente, feito todo o projeto, eles mesmos.” Outros sentiam que Teddy Riley, parceiro de Jackson em um dos mais criativos trabalhos dele (Dangerous), colaborou com uma das faixas mais convincentes do álbum. “Teddy Riley prova, com apenas duas músicas, que ele é uma centena de vezes o jovem compositor descolado inundando a maior parte deste álbum”, escreve Nikki Transter. “Enquanto as batidas jocosas das faixas de Jerkins, absolutamente, são funk e divertidas, é o trabalho influenciado de Riley, como ‘Whatever Happens’ e ‘Don’t Walk Away’, que são mais intrigantes e que fornecem a Jackson o ambiente para experimentar liricamente, vocalmente e instrumentalmente.”

No fim, entretanto, parecia que o argumento de alguém pelo melhor produtor ou melhor visão do álbum tinha mais a ver com as preferências estéticas. Na verdade, todos os principais colaboradores de Jackson – Rodney Jerkins, Teddy Riley, R. Kelly, Floetry e Babyface – eram enormemente talentosos; mas juntos, os trabalhos deles parecia desordenado para alguns ouvintes. O próprio Jackson reconheceu, mais tarde, que ele pode ter trabalhado demasiadamente no álbum e deixado de fora alguns dos primeiros materiais que deveriam ter continuado.

O legado de Invincible, portanto, ainda é, de alguma forma, indefinido. O impacto cultural dele foi relativamente mínimo em relação ao lançamento inicial dele. O médio ouvinte de música iria, provavelmente, reconhecer uma ou duas das músicas dele. Em adição, diferentemente dos álbuns anteriores, não houve nenhuma interpretação visual para associar a ele através de vídeos musicais ou performances. Ele foi um álbum assolado por controvérsias, expectativas não satisfeitas e decepções.

Contudo, o álbum vendeu mais de dez milhões de cópias e foi recentemente votado “o melhor álbum da década” pelos leitores da Billboard.com. 

Muitas das músicas, da mesma forma, nunca ouvidas na época, são redescobertas pela nova geração sem a bagagem e distrações que, antes, as acompanhavam. Para os fãs de Jackson, igualmente, o álbum Invincible e as músicas excluídas dele são um verdadeiro tesouro subestimado de material, que representa o último trabalho, totalmente realizado, de Jackson.
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Man In The Music: Capítulo 7 - Invincible (Parte 1)


“Invincible é tão bom quanto, ou melhor que, Thriller, em minha verdadeira, humilde opinião. Ele tem mais a oferecer. Música é o que vive e dura.Invincible tem sido um enorme sucesso. Quando ‘Quebra Nozes ‘foi introduzido pela primeira vez ao mundo, ele foi bombardeado totalmente. O que importa é como a história termina.”



MICHAEL JACKSON, USA TODAY, 2001







LANÇADO: 30 de outubro de 2001


PRODUTOR EXECUTIVO: Michael Jackson

CONTRIBUIDORES NOTÁVEIS: Rodney Jerkins (produtor/compositor) Teddy Riley (produtor/compositor), Brad Buxer (arranjo/tecladista/programação/mixagem). R. Kelly (compositor), Babyface (compositor), John McClain (compositor), O Coro Andraà Singers (vocais), Santana (guitarra), The Notorious B. I.G. (rap), Fats (rap), Stuart Brawley (engenharia), Bruce Swedien (engenharia/mixagem), Humberto Gratica (engenharia/mixagem)


SINGLES: “You Are My Life”, “Cry”, “Butterflies”


ESTIMATIVA DE CÓPIAS VENDIDAS: 11 milhões


Lançado em 2001, Invincible foi o último álbum de estúdio de Michael Jackson. Ele também foi o menos bem sucedido comercialmente (embora tenha conseguido se tornar o quinto álbum consecutivo dele a chegar ao topo dos charts e terminado por vender mais de dez milhões de cópias em todo o mundo). Enterrado pela falta de promoção da Sony – devido à complicada e, emocionalmente carregada, disputa contratual – apenas um singlefoi oficialmente lançado, em vez dos seis planejados. Também não houve nenhum vídeo musical, além de You Rock My World, nem turnê.

Os críticos, geralmente, condenavam o álbum por ser muito extenso (ele dura setenta e sete minutos e contém dezesseis faixas) e irregular. Depois de vários anos de antecipação sobre o “grande álbum de retorno” de Michael Jackson, Invincible foi visto, amplamente, como uma decepção.

Ironicamente, porém, dado o relativo status obscuro dele, Invincible foi, provavelmente, o álbum mais acessível de Jackson desde os anos 80. Desde a retro jazz “Butterflies” ao pulso latino “Whatever Happens”, à melancólica R&B “Heaven Can Wait”, ele foi, de muitas formas, um retorno às bases. Em, ainda, brilhantes performances vocálicas, Jackson apresenta a hábil versatilidade dele, produzindo músicas que soam tanto clássicas quanto contemporâneas.

Stephen Thomas Erlewine, do All Music, descreveu o álbum como uma “cintilante atualização, pós-hip-hop, de Off The Wall”. Invincible não contém o mesmo extasiado abandono e alegria dos álbuns antigos; no entanto, a atmosfera dele é, inquestionavelmente, mais leve que os três álbuns anteriores dele. Ele é Imagine de Jackson: uma expressão gentil, menos angustiada, mais convencionalmente íntima (inspirada em parte, não há dúvidas, pelo nascimento de dois dos filhos dele).

O produto final tendeu a polarizar fãs e críticos igualmente. Alguns o viram como o álbum mais agradável dele desde Bad. Outros, no entanto, viram-no como um pouco de regressão desde o trabalho desafiador no qual ele esteve engajado durante a última década, um álbum que repetiu algumas fórmulas e não experimentou, consistentemente, o risco e profundidade de Dangerous, HIStory e Blood on the Dance Floor. Mas independentemente de como ele se contrapõe aos álbuns anteriores dele, não há dúvidas de que Invincible contém músicas de altíssima qualidade. 
De “Unbreakable” a “Threatened”, pode-se ver a inovação, o alcance, a habilidade que coloca Jackson ombro a ombro com os aspirantes ao lugar dele, mesmo neste estágio da carreira dele.

Invincible foi lançado apenas semanas depois dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Foi um tempo de choque e tristeza na América. Nas semanas e meses que se seguiram, havia uma atmosfera tanto de paranoia quanto de patriotismo. O psicológico de todo o país foi abalado, pois as imagens horríveis foram exibidas e reexibidas, infinitamente, na TV. As pessoas temiam que mais ataques estivessem a caminho. No entanto, desde Nova Iorque à Califórnia houve, também, uma onda de unidade nacional e determinação. Na verdade, muitos no mundo responderam com compaixão, fazendo vigilas e enviando apoio.

Michael Jackson aconteceu de estar na Cidade de Nova Iorque no dia dos ataques, apenas quadras de distancia do World Trade Center. Na noite anterior, ele e centenas de estrelas da indústria do entretenimento estavam reunidos para o 30th Aniversary Celebrationdele, no Madison Square Garden, o que acabaria sendo as últimas performances em concertos da vida dele. Na manhã seguinte, Jackson recordou: “Eu recebi uma ligação de um amigo da Arábia Saudita, sobre que a América estava sendo atacada. Eu fui para o noticiário e vi as Torres Gêmeas caírem e eu disse: ‘Oh, meu Deus’… Isso é inacreditável – eu estava com medo de morrer ’”.

Em vez de voar para a segurança de Neverland, porém, Michael Jackson foi trabalhar. “Eu não sou de ficar sentado”, ele explicou à Rolling Stone, “eu queria fazer alguma coisa para ajudar quem perdeu os parentes, quem perdeu as mães, quem perdeu os pais. Aqueles que são nosso povo. Aqueles que são nossas crianças. Aquele que são o nosso país.” Apena cinco dias após os ataques, Jackson anunciou um projeto que, ele esperava arrecadar 50 milhões de dólares para as vítimas de 11 de setembro.

Em adição, ele rapidamente reescreveu e gravou novamente uma música, “What More Can I Give”, que seria usada como um hino para o projeto. “Eu acreditava em meu coração, que a comunidade da música iria se unir como uma, e realmente iria curar milhares de vítimas inocentes”, Jackson disse em uma declaração. “Há uma tremenda necessidade de doar dólares, agora mesmo, e através deste esforço cada um de nós pode desempenhar um papel imediato em ajudar a confortar muitas pessoas. Nós temos demonstrado uma vez e de novo, que música pode tocar almas. É hora de nós usarmos este poder para nos ajudar a começar o processo de cura imediatamente.”

Em contraste com a chamada de Jackson por amor e cura, entretanto, os Estados Unidos estava logo se preparando para a guerra: primeiro no Afeganistão e, depois, mais controversamente, no Iraque. Oposições Globais foram ferozes, mas definitivamente inúteis, enquanto a administração de Bush realizava a campanha dela “choque e onda” com um punhado de aliados. A guerra, que se estendeu pelo resto da década, tornou-se um símbolo de polarização, medo e incerteza, que permearia os próximos anos.

Medo também acelerou dentro da indústria da música, enquanto as companhias e artistas lutavam para se adaptarem às novas mudanças culturais e tecnológicas, incluindo serviços de compartilhamento na internet como Napster. O crescimento do Napster foi tão rápido quanto revolucionário. Quase da noite para o dia, colegiais e universitários, por todo o país, estavam baixando milhares de música online. Em menos de um ano, Napster gerou vinte e cinco milhões de usuários, tornando-se o website de crescimento mais rápido na história. 
Em 2001, apesar dos desafios legais, a popularidade do site atingiu o impressionante número de trinta e oito milhões de usuários. Eventualmente, em julho de 2001, Napster foi forçado a fechar. Mas já o gênio do serviço de compartilhamento tinha saído da garrafa. Muitos fãs de música descreveram isso como uma revolução na qual a música estava sendo libertada de um sistema corporativo obsoleto.

Executivos industriais, entretanto, não estavam tão contentes. As vendas de música já estavam em declínio no fim dos anos noventa. Agora, apesar do entusiasmo pela música popular parecesse estar tão forte quanto sempre, o resultado final continuava a cair. As vendas de CD foram de 730 milhões, em 2002, para 593 milhões em 2005. Nos Estados Unidos, a receita e licenciamento para vendas de música caíram quase sessenta por cento nos anos 2000, de 14,5 bilhões para 6,5 bilhões. Da mesma forma, lojas de música se tornaram quase extintas.

O que fazer sobre tudo isso se tornou o problema definidor da década para uma desorientada indústria da música. “A internet”, escreveu a Rolling Stone, “apareceu para ser a mais pretenciosa mudança tecnológica para os negócios de venda de música, desde os anos 20, quando a gravação fonográfica substituiu as partituras como o lucro central da indústria”. Potenciais soluções para essa mudança dramática dividiu executivos, artistas e ouvintes, igualmente. Alguns músicos proeminentes, incluindo Metálica e Dr. Dre, foram rápidos em denunciar o compartilhamento de arquivos, chamando isso de destrutivo e desonesto (os dois processaram o Napster), Outros, incluindo Radiohead e Chuck D, sentiram que isso gerava entusiasmo pela música, particularmente para novos e menos conhecidos artistas.

Jackson transmite um apelo antiviolência a HIStory World Tour.

Independentemente de algumas opiniões sobre o compartilhamento de arquivos e música digital, a transformação foi inegável e incontrolável. 
No fim da década, a distribuição, organização, consumo de música, e ouvintes, tinham sido fundamentalmente alterados, iPods se tornaram onipresentes e icônicos, substituindo não apenas Walkmans e Discmans, mas também a necessidade de carregar CDs, absolutamente. Música, agora, era armazenada, principalmente, em computadores, em vez de em prateleiras e pastas; ela era também, facilmente, organizada em playlists individualizadas. Ouvintes continuaram baixando músicas gratuitamente; no entanto, com crescente medo de legalidade, qualidade de som e vírus, mais e mais as pessoas se voltam às lojas online de música como iTunes e Amazon.com, onde músicas podem ser compradas mais baratas e confiáveis.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Michael ficou totalmente estático durante quatro minutos antes de começar a cantar e dançar, levando fãs à loucura!



"Um dia, nos ensaios, Michael estava pronto para praticar o número de abertura e ele veio treinar o que chamamos de 'torradeira', onde ele sai voando para fora de um buraco e o chega ao chão em ambos os pés. Ele estava vestindo seu terno icônico metálico com os óculos escuros e cabelos longos com um olhar rígido, olhando para longe. O primeiro dia ele fez isso com cerca de 50 membros da parte técnica e os bailarinos assistindo, e ele ficou lá por cerca de quatro minutos. Ficamos todos olhando nervosamente um para o outro, perguntando o que ele estava fazendo. Então, ele lentamente levantou a mão, pegou os óculos escuros e os jogou para longe. Parecia paralisado para sempre e, em seguida, ele fez um rodopio e a música começou. Então é claro que eu estou querendo saber por que ele resolveu fazer esta pausa tão longa. Bem, a razão é que ele sabia exatamente quanto tempo ele precisava manter essa pose para a multidão. Na primeira vez que fizemos isso ao vivo, na frente do estádio de Munique, a sua pausa foi exatamente em cada segundo, a mesma quantidade de tempo que ele estava fazendo em ensaio, e a multidão ia a loucura. Ele simplesmente sabia."

"Uma lembrança que eu sempre terei de Michael Jackson é o primeiro encontro que tive com ele, que era uma espécie de reunião de produção para discutir idéias para a Dangerous Tour. Em Michael eu encontrei um cara que era uma das pessoas mais calorosas e mais engraçadas que eu já conheci e que não era exatamente a imagem que se faz dele publicamente. Ele era cheio de piadas enquanto contava algumas grandes histórias de seu passado e ele era extremamente humilde. Minha primeira impressão dele foi que ele era acessível e definitivamente tinha olhos para coisas grandes, não só para sua carreira, mas para seus shows. Ele era uma pessoa tão criativa que era o sonho para qualquer designer de iluminação."

Peter Morse Designer de Iluminação

http://www.vari-lite.com/index.php?src=news&refno=133&category=Features

Fonte: facebook

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Man In The Music: Capítulo 6 - Blood On The Dance Floor: "Is It Scary"


5. IS IT SCARY

(Escrita e composta por Michael Jackson. Jimmy Jam e Terry Lewis.
Produzida por Michael Jackson, Jimmy Jam e Terry Lewis.
Programação de teclado: Andrew Scheps.
Programação de bateria: Jeff Taylor.
Programação adicional: Rob Hoffman.
Arranjo vocálico: Michael Jackson.
Arranjada por Michael Jackson, Jimmy Jam e Terry Lewis.
Gravada por Steve Hodge.
Vocais solo e backgrounds: Michael Jackson.
Todos os instrumentos tocados: Jimmy Jam e Terry Lewis)

“Is It Scary” é o clímax das incursões de Jackson dentro do Gótico. Ela é também, talvez, a melhor resposta dele à percepção que o público tem dele como uma combinação de espetáculo, vilão, e aberração. 

Se “Childhood” é, como Jackson uma vez afirmou, a música mais pessoal dele, “Is It Scary” é o necessário contraponto. 
Assustadora, evocativa e reveladora, ela é um final apropriado para a sombria obra prima conceitual de cinco músicas que é Blood on the Dance Floor.

Jackson coescreveu uma faixa anterior com Jimmy Jam e Terry Lawis no início dos anos noventa. Jackson, porém, não ficou satisfeito com o corte e continuou a moldá-la e a deixar que “ela falasse com ele” nos anos seguintes.
Comparar o inicial Dawn tempo Groove Mix com a edição do álbum fornece um vislumbre esclarecedor dentro do processo de desenvolvimento de uma música por Jackson, até ela ficar exatamente correta. A versão final não apenas acrescenta uma das mais importantes letras da música, mas dá a ela a necessária atmosfera, drama e paixão, que permitem que a “verdadeira dor e emoção” das letras ressoem.

A música começa com uma descrição quase idêntica a de “Ghosts”, imagens de aparições em volta, e fantasmas, escadas rangendo, e paredes confinantes; sonoramente, uma porta bate, o ar é comprimido e um coração começa a bater rapidamente, invocando um senso de claustrofobia, medo e pânico. Isso é uma simbólica descida para dentro de uma câmera-prisão. É aqui, significativamente, que Michael Jackson segura um espelho para a plateia dele.

“Eu serei/Exatamente o que você quer ver”, ele canta. Nesse espaço fechado, em outras palavras, ele está preparado para performar, para entreter. O que se quer ver nele ou através dele, no entanto, revelará mais sobre o observador que sobre o sujeito. 

“É você que está me provocando”, ele continua, diretamente se referindo aos críticos dele, “Porque você quer que eu/Seja o estranho na noite.” O provocar, aqui, serve para marginalizar, transformar as diferenças dele em algo bizarro e irreconhecível.

Ele se tornou uma espécie de trovador dos dias modernos; a audiência arqueja, bate palma, zomba e ri, mas fundamentalmente compreende mal a natureza do artista e performance. 
A crítica cultural Judith Coyle argumenta que Jackson “assimilou a personalidade de uma gama de trovadores, incluindo Long Tail Blue,Dandy Blue Jim, Zip Coo, Master Juba e, até mesmo, Jim Crow, em diferentes pontos da carreira e vida dele”.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Arcanjo Mīkeīel




Arcanjo Mīkeīel

(Judaico-cristão, islâmico)

Também conhecido em Inglês como Michael. Diminutivos, Mike, Mick, Mikey, Miky.

Símbolo

O nome Mīkeīel significa "voz de Deus". Arcanjo Mīkeīel é da etapa da nova era. Ele é o 16° e o mais novo dos Arcanjos que fazem parte da Ordem ou "As Virtudes" de arcanjos liderados pelo Arcanjo Miguel.

O Arcanjo Mīkeīel trabalhou estreitamente com o Arcanjo Michael durante sua vida na terra.

Como um altamente talentoso Trabalhador –Luz, o propósito de Mīkeīel foi de mudar o mundo, usando muitos de seus talentos dados por Deus para informar e inspirar a humanidade, deixando uma impressão indelével em todos aqueles que ele tocou.

Mīkeīel esteve ciente de sua vocação a partir de uma idade muito jovem. Sua voz foi a primeira impressão que soava como um instrumento dos céus. Seu corpo era uma vibração móvel de som que transcendia dos céus. Sua capacidade de amar incondicionalmente era o caminho para o céu e a doação desinteressada de si mesmo era a porta de entrada do céu.

Mīkeīel nasceu como uma criança de cor com dois pais amorosos e oito irmãos. Ele foi o sétimo filho dos nove. O número sete é a base da Palavra de Deus. Sete é o número da plenitude e perfeição (tanto física como espiritual.) Em toda a Bíblia, o número sete é simbolicamente usado inúmeras vezes.

Crescendo como uma criança a sua juventude foi encurtada pelas responsabilidades exigentes de ser uma criança prodígio e performer natural. Durante a adolescência, sofreu com doenças de pele que foram desafiantes, embaraçosas e difíceis de superar. Como um ser humano mortal Mīkeīel sofreu com várias outras doenças que eram extremamente difíceis de lidar fisicamente e emocionalmente sofrendo secretamente.

Ele abraçou todos os sentimentos e emoções humanas, alguns agradáveis e outros muito cruéis e desagradáveis.

Mīkeīel compartilhou empatia profunda e compaixão pela condição humana. Ele não podia suportar sofrimento ou injustiça de qualquer espécie, especialmente para criancinhas e animais sem voz. Por causa de sua profunda ligação emocional com as crianças, ele é o Patrono das Crianças que são abusadas, maltratadas, doentes terminais, doentes, desafiadas, pobres e esquecidas. Ele ajudou essas crianças em todo o mundo durante sua vida. Como um filantropo e humanitário, ele visitou, financiou e apoiou muitas instalações em todo o mundo para ajudar as crianças. Ele também fundou um porto seguro chamado Rancho Neverland, e financiou sua própria fundação das crianças "Heal The World".

Não está claro ou registrado que Mīkeīel executou milagres durante a sua vida. Há muitas histórias relatadas que ele tinha o dom de cura através do contato sensível, ouvir sua voz suave e palavras de conforto.

O que está claro são as histórias indescritíveis que ocorreram após o seu falecimento, em 2009.

As pessoas em todo o mundo experimentaram circunstâncias inexplicáveis, visões e um forte senso de sua presença, espírito e energia, mudando permanentemente suas vidas. Um fluxo de sua incrível inspiração levam muitos a criar artisticamente e realizar objetivos pessoais que nunca pensaram ser possíveis.

Mīkeīel também foi um cantor / compositor, músico, poeta, autor, dançarino, ator, compositor, diretor de curtas-metragens e brilhante performer. Ele é o Patrono de todas as Artes Cênicas.

Seu trabalho na terra é incomparável e será lembrado como o maior artista de todos os tempos. Na indústria da música Mīkeīel foi observado como sendo um verdadeiro visionário com ideias futuristas, relativas a empreendimentos artísticos. Ele foi um árduo trabalhador, competitivo de si mesmo, um perfeccionista por natureza e um artista muito respeitado. Mais tarde, ele ganhou o título por seus píeres e fãs como "O Rei do Pop".

Uma das mais importantes contribuições para o mundo foi seu coração. Seu amor duradouro e incondicional foi igual a outros Arcanjos concebidos por Deus.

Através de suas ações terrenas de puro amor inocente ele demonstrou perdão e aceitação para com todas as almas terrenas.

Devido a este exemplo incrível ele é também o Patrono do Amor.

Depois de sofrer duras perseguições e ser acusado injustamente, ele conseguiu encontrar o amor em seu coração para perdoar seus agressores. Nascendo uma criança de cor, ele viu todas as pessoas como uma cor existente como um todo, sem julgamento e sem preconceito. Seu eterno amor, lealdade inabalável, e profundo respeito por seus píeres e fãs eram importantes para ele, ele sempre os mantinha caro ao seu coração.

Uma das principais diferenças em relação dos outros quinze Arcanjos é que Mīkeīel foi pai de seus próprios filhos. Ele experimentou o amor paternal, a responsabilidade e a obrigação como um pai solteiro. Ele foi presenteado com a capacidade de usar essência feminina e masculina em comunhão íntima. Ele entendeu o vínculo emocional vivido como um pai e a força necessária para educar sozinho estas crianças. Incondicionalmente os criou, os aconchegou e os protegeu do mal.

Mīkeīel era a voz da alma.

Em muitas ocasiões, ele foi mal compreendido por aqueles que não entenderam a dimensão do seu espírito e a sua conexão divina com o Arcanjo Miguel e com Deus.

Ele, de forma inata, compreendeu a associação entre todas as coisas vivas, o nosso único lar planeta Terra, a sua conexão com o Divino e o universo eterno. Como um velho sábio sua sabedoria foi eras além da sua vida mortal na Terra.

Mīkeīel é sensível, compassivo, de fala suave, gentil e um homem amoroso, quando você recorrer a ele, haverá uma alta sensação agradável de alegria, uma sensação de tranquilidade, segurança e não mais se sente sozinho. Quando você invoca ao Arcanjo Mīkeīel, lida sempre com o Arcanjo Miguel por eles serem Irmãos de Luz e espíritos gêmeos que trabalham exclusivamente com o Divino.

Mīkeīel ajuda com:

• Trabalhadores de Luz na Terra que são ouvidos para ajudar a humanidade.

• Cuidar das crianças, ajudando a cumprir todas as suas necessidades terrenas.

• Profundo respeito pela preservação da terra e todos os seus habitantes.

• O coração e aprender a entender o amor puro, incondicionalmente sem exigências e restrições. Ajudando você a usar uma semelhança mais infantil, para rir e amar a vida!

• Lutar com perdão e aceitação.

• Pais e seus esforços para darem-se como fonte única.

• Dedicação e devoção às crianças deficientes, doentes, vítimas de abuso e pobres.

Aura: Tons profundos de azul índigo, royal e púrpura.

Pedra: Safira.



Invocação



Sempre que você tem a necessidade de invocar a Mīkeīel invoca a seu irmão Michael já que trabalham em uníssono. Pense em todos os presentes maravilhosos que Mikeiel compartilhou com você, enquanto ele era um ser humano mortal. Se pertencer a uma necessidade especial, ele estará sempre lá por você. "Você nunca está sozinho quando invoca a sua energia."




Querido Mīkeīel 


Eu te amo e preciso de sua ajuda (suas intenções.) 
Por favor, derrame a sua luz e amor nas minhas situações para que eu possa superar meus obstáculos e meus medos. 
Ensine o meu coração cantar e amar incondicionalmente, aprender a perdoar meus inimigos e aceitar o quê não posso mudar ou controlar. 
Ensina-me a paciência, o equilíbrio e a força para continuar quando me acusarem injustamente, sentir-me perdido, desesperado e 
tão sozinho... 
Mantenha-me fundamentado, centrado e focado para que eu possa alcançar todos 
os meus objetivos terrenos ...


Créditos: Donna Massa-Chappee