quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Man In The Music: Introdução VI “Cantando Além da Linguagem”


Embora este livro reconheça as contribuições da dança e dos filmes de Jackson, porém, ele enfatiza o trabalho dele como cantor e compositor. Talvez, em parte, porque as habilidades de Jackson nessas outras áreas, as habilidades notáveis dele como vocalista e compositor são, muitas vezes, esquecidas. Há, sem dúvidas, uma variedade de razões para essa negligência, uma delas é que a avaliação do trabalho de Jackson é muito diferente da de um cantor tradicional, como Bruce Sprinsteen e Bob Dylan.


Com Dylan, as melodias estão quase sempre na frente e centradas em avaliações críticas; no entanto, para Jackson, elas podem ser, muitas vezes, auxiliares ou, pelo menos, uma das tantas mídias a considerar. Na verdade, mesmo nas vocalizações dele, parte do distinto estilo de Jackson é a habilidade dele de transmitir emoção sem o uso da linguagem: há as características engasgadas, suspiros, grunhidos, gritos, choros e exclamações, ele, também, frequentemente, fala de forma tão rápida, torce e contorce a palavra, até que fique praticamente indecifrável. A ideia é fazer a audiência “sentir” a música com impressão dos sentidos, em vez de focar inteiramente nas palavras. Tal “impressão”, é claro, pode ser mais difícil de analisar.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Man In The Music: Introdução V “Incorporando Mídia”



Um absorto Jackson na Bad World Tour dele. 

Em uma parte não pequena, por causa dessa influência elétrica, o trabalho do próprio Jackson foi caracterizado pela fusão: de diferentes eras, diferentes estilos, diferentes mídias e diferentes gêneros. Em razão disso, avaliar o trabalho dele é mais que desafiante, pois eles nunca isolaram expressões. Em Black or White, por exemplo, há elementos de rock clássico, R&B, rap e pop. Mas é também um curta-metragem que se desenha a partir de fontes tão díspares quanto a Cantando na Chuva, de Stanley Donen e Geny Kelly; e a Do The Right Thing, de Spike Lee. Além disso, é uma rotina de dança que aproxima inúmeros estilos, de sapateado a hip hop e dança moderna. Para cada peça, há “um longo primeiro plano” que faz o trabalho dele parecer simultaneamente familiar (porque é historicamente informado) e novo (porque é uma fusão de formas muito únicas e criativas).

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Campanha do despertar-V


Por Fernanda Capucho.

Em mais essa postagem da Campanha do despertar, demos destaque especial ao texto de Barbara Kaufmann – Dia da Unicidade Global 24 de outubro, traduzida por Maíra, quero inclusive agradecê-la, obrigada amiga por traduzir esse texto riquíssimo.

Michael pode ser considerado um grande e notável expoente de quem realmente lutou e provou que a Unicidade Global existe e é possível. Michael uniu etnias, países, pessoas dos mais diferentes lugares... Ele fez tudo isso baseado em um conceito que ele sempre utilizou que é o amor!!!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Livro Man In The Music: Introdução IV :”Um Mundo de Imaginação”


Durante a vida dele, Jackson sempre teve o dedo dele no pulso da indústria da música. Como um fã, e como um artista, procurando por novos sons e ideias. Ele era fascinado tanto pela “mística” quanto pela artística dos dois maiores fenômenos pop antes dele: Elvis Presley e os Beatles (não foi coincidência que ele ter casado com a filha do primeiro e comprado o catálogo do segundo). Quando ele pensava no próprio legado artístico e cultural, Presley e os Beatles permaneciam no fundo da mente dele. O interesse musical dele, contudo, também incluía influências menos óbvias, tais como Led Zepelin, Yes, Grace Jones e Radiohead. “Eu tive todo tipo de fitas, e algumas que as pessoas, provavelmente, nunca pensariam que eram minhas”, ele disse uma vez. Esse vasto reservatório de conhecimento musical apareceu através da música dele. Para “Wanna Be Startin’ Something”, ele incluiu um grito africano inspirado pelo saxofonista de Camarões, Manu Dibango, o “Soul Makossa”; em “Little Susie”, ele usou uma seção da obra de coral do compositor francês Maurice Duruflès, Requiem Op. 9; em “2Bad” ele apresentou samples dos pioneiros de hip-hop, Rum-D.M.C. Como Greg Tate observou, Jackson estava disposto a pegar “todos que, ele pensava, fariam a expressão dele próprio mais visceral, moderna e excitante.”

Charlie Chaplin (como o Little Tramp)
e Jackie Cogan no filme The Kid. Jackson
idolatrava Chaplin e recriou essa imagem para
a capa de “Smile” dele.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Dia da Unicidade Global - 24 de outubro



Michael Jackson veio ao planeta com uma mensagem para o nosso tempo . Eu gostaria de poder citar o resumo de sua mensagem e filosofia precisamente, mas não posso. Não pude gravá-lo. Mas o resumo existe, existe em sua própria voz capturado há décadas.

Ouvi , pessoalmente, recitado em suas próprias palavras e autenticado.
Podemos orar para que um dia ele vá ser tornado pública.
Mas em primeiro lugar aqueles em posições da tomada de decisão precisam entender exatamente o que eles têm .
Isso requer um pouco de iluminação.
Michael na maioria de suas reflexões e filosofias fala de um lugar de visão e convicção que é o alge de sua exploração espiritual e viagem em sua própria maturidade espiritual. O problema é que o trabalho de Michael e suas mensagens foram vistos na maior parte como:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Man In The Music: Indrodução III “Uma Educação Incomum”


Entender Jackson como um dançarino e performer é crucial para entendê-lo como um cantor e compositor, pois, se, alguma vez, existiu alguém que exemplificou o título “cantor e dançarino”, foi Michael Jackson. Ele aprendeu com os melhores: showmens como Sammy Davis Jr., James Brown, Jackie Wilson, Fred Astaire e Gene Kelly. Quando ele tinha apenas oito anos de idade, ele lhes assistia, do lado do palco, em legendários teatros como o Regal e o Apolo, absorvendo e aprendendo.

A maior revelação para o jovem Michael Jackson foi o “Padrinho do Soul”, James Brown. Como Elvis Presley foi para o jovem John Lenon, James Brown foi para Michael Jackson, embora, tivesse a vantagem de ver o ídolo dele de perto e pessoalmente. “Depois de estudar James Brown das coxias”, ele se lembra, “eu aprendi todos os paços, todos os grunhidos, todos os giros e voltas. Eu tenho de dizer, ele daria uma performance que te deixaria exausto, esgotá-lo-ia, emocionalmente.
Toda a presença física dele, o fogo saindo dos poros dele, seria fenomenal. Você sentiria cada gota de suor no rosto dele e você saberia que ele estava esquentando. Eu nunca vi nenhuma performer como ele.”

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Man In The Music: Introdução II “A Personificação da Música”


Jackson performando a icônica rotina dele,
“Billie Jean”, na Victory World Tour”, em 1984.

O corpo de Jackson era a tela mais instintiva dele.
Ele era um dançarino até o âmago. Ele dançava em particular como forma de se exercitar e se libertar. Ele dançava enquanto gravava no estúdio. No palco, o corpo dele parecia possuído pela música. “Eu sou um escravo do ritmo”, ele explicou. “Eu sou uma tela. Eu apenas vou com o momento. Você tem que fazer desse jeito, porque se você pensar, você morre. Performar não é sobre pensar, é sobre sentir.” Coreografia, para Jackson, era como linhas em uma pintura: dava bordas dentro das quais trabalhar. Não era sobre contar passos; era sobre explorar e se expressar dentro daqueles limites.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Man In The Music: Introdução I "Uma Grande Aventura"

INTRODUÇÃO I

UMA GRANDE AVENTURA


Michael Jackson sempre explicou o processo criativo dele como um ato de recuperar algo que já existe. Ele é apenas um “canal” trazendo-o ao mundo, um meio pelo qual a música flui. Ele citava a filosofia de Michaelangelo de que dentro de cada pedaço de pedra ou mármore existe uma “forma adormecida”. “Ele apenas a liberta”, Jackson insistia. “Já estava lá. Já estava lá.”
Como um artista, o trabalho de Jackson era sobre libertação. Ele queria libertar o que estava limitado, transformar o que estava petrificado e despertar o que estava dormente. Ele queria ultrapassar qualquer obstáculo que embaraçava a imaginação, qualquer amarra – psicológica, social ou política – que aprisionava o corpo e a mente. Isso é o que arte representa para ele como pessoa e esse foi o intencional efeito dele sobre o público dele, também.

Miko Brando e Karen Hamilton - Casamento realizado em Neverland em 1994


O casamento de Miko Brando e Karen Hamilton, realizou-se em Neverland, no dia 27 de agosto de 1994.

Michael Jackson organizou a recepção e foi padrinho do casal.

A mãe de Miko Brando, Movita (ex-esposa de Marlon Brando), também esteve presente.

Vídeo com imagens aéreas do casamento